sábado, 18 de dezembro de 2010

CMTT defende corredores de transporte coletivo

01/07/2010 - Contexto

 A julgar pela avaliação de Edson Peres, Anápolis não vai tomar a contramão da modernidade urbanística

“O transporte coletivo deve ser privilegiado com a criação de corredores”, observa Edson Peres Dourado do alto do cargo de diretor geral da CMTT-Companhia Municipal de Trânsito e Transportes, ao observar que os 170 ônibus urbanos, em Anápolis, substituem milhares de automóveis nas ruas, especialmente no centro. Ao defender prioridade para o ônibus ele diz que não concorda que os ônibus atrapalham o trânsito. Na verdade, coletivo transporta 45 a 60 pessoas ou mais e substituem 10 veículos ou mais nas ruas (pesquisa da NTU estima em 50).

UMA TENDÊNCIA MUNDIAL

A priorização do transporte coletivo começou em Curitiba, com a criação de corredores, há mais de 20 anos, e evoluiu para a chamada BRT, projeto consagrado em Bogotá. Hoje, as maiores cidades do planeta adotam sistemas expressos de ônibus, uma solução que melhorou o trânsito no centro de São Paulo, e é sucesso em Londres, Pequim, Nova Deli e Paris. Avaliando-se a tese de Peres, Anápolis não vai tomar a contramão da modernidade e dos avanços nas mudanças do trânsito no Primeiro Mundo:“estamos fazendo muitos investimentos para melhorar o trânsito, mas a solução definitiva, a longo prazo, passará pela criação de corredores do transporte coletivo”.

NOVO MODELO DE TRÂNSITO

Sobre a implantação de mais corredores - Anápolis conta hoje com duas linhas preferenciais de ônibus, a da Avenida Brasil Sul e a da Rua João Buta, na entrada do Terminal Norte – Peres Dourado define que ”vamos enfrentar o desafio do corredor Leste-Oeste na Avenida Goiás e Rua Barão do Rio Branco (o projeto prevê a inclusão da Avenida Mato Grosso), uma necessidade a ser contemplada no novo modelo do transporte coletivo de Anápolis”. 

ANTES E DEPOIS DO CORREDOR

Os congestionamentos na Rua João Buta, entrada norte do Terminal Urbano, foram eliminados pela Linha Preferencial do Transporte Coletivo.

CORREDOR DA AV. BRASIL SUL

A Faixa Exclusiva de Ônibus na Avenida Brasil Sul, o primeiro corredor viário estrutural de Anápolis, apresenta sensível melhoria do trânsito e da qualidade de vida dos usuários do transporte coletivo urbano: o estacionamento é proibido e existe a possibilidade de compartilhamento do tráfego entre o transporte particular e o coletivo, exclusivamente para o acesso de saída e entrada às vias auxiliares. Nos cruzamentos, a prioridade de passagem é do transporte coletivo, permitindo-se que os ônibus reduzam a necessidade de efetuar manobras complexas de parada para embarque e desembarque, que passam a ser feitas no mesmo alinhamento. Essa iniciativa, que futuramente será estendida a outras vias essenciais da cidade, tem como objetivo aumentar a atratividade do transporte público e a velocidade média dos ônibus, reduzindo os tempos de embarque, desembarque e percurso. O corredor permite que uma mesma frota possa fazer mais viagens diárias. Os ônibus passam a enfrentar menor obstacularização por tráfego lento e não necessitam fazer manobras evasivas para desviar de outros veículos.

ANÁPOLIS EXPORTA CORREDOR PARA O DF

O desempenho operacional das linhas do Daia - Distrito Agroindustrial de Anápolis - trouxe benefícios ao conjunto do sistema de transporte coletivo da cidade, diminuindo o tempo das viagens num corredor de grande extensão e que concentra acentuado volume de passageiros. Faixas exclusivas para os ônibus não representam diminuição de espaço para os demais veículos. Corredor viário estrutural com faixas preferenciais de transporte coletivo é logística de Primeiro Mundo e solução técnica que beneficia não apenas o sistema de transporte coletivo mas o trânsito das cidades como um todo.

O Governo do Distrito Federal, através da TCB, quer importar o modelo de Faixa Exclusiva de Ônibus na Avenida Brasil Sul. A revelação está na carta do Presidente da TCB – Transporte Coletivo de Brasília, Jorge Koichi Saiki: “avaliamos que foi de muita importância para a TCB a visita à TCA para iniciarmos o processo de implantação de Faixa Preferencial de Ônibus em Brasília. 

Para o Diretor da TCA, Sr. Lacy Martins da Silva, exportar tecnologia é motivo de orgulho para Anápolis e para o Estado de Goiás, ao mesmo em que gratifica e incentiva a empresa a implantar novos projetos e disponibilizar aos seus clientes atendimento cada vez melhor. “Nossa preocupação, todavia, vai além da garantia da qualidade e da valorização de nossa equipe”, finalizou o empresário, ao ressaltar que a empresa investe na formação das futuras gerações, no social e na preservação do meio ambiente. 

Autor: Manoel Vanderick

Anápolis exporta tecnologia para o DF

22/10/2009 - Contexto

O Governo do Distrito Federal, através da TCB, quer importar dois projetos da TCA: o controle das viagens por computador, sem participação humana, sistema único no mundo, e o modelo de Faixa Exclusiva de Ônibus na Avenida Brasil Sul. A revelação está na carta do Presidente da TCB – Transporte Coletivo de Brasília, Jorge Koichi Saiki:“avaliamos que foi de muita importância para a TCB a visita à TCA para iniciarmos o processo de implantação de Faixa Preferencial de Ônibus em Brasília. Outro ponto que despertou a nossa atenção, em Anápolis foi o sistema informatizado de operação das linhas no Terminal Urbano. No futuro necessitaremos da colaboração dessa empresa para adotar modelo semelhante no transporte coletivo da Capital Federal”. A carta agradece a receptividade à comitiva da TCB, que esteve em Anápolis no início de outubro para pesquisar “os diferenciais da TCA”.

NEM O PRIMEIRO MUNDO TEM

Nem as maiores e melhores cidades do mundo possuem controle de sistema de transporte coletivo urbano totalmente informatizado, como Anápolis. Em Toronto, Canadá, cidade com melhor qualidade de vida do planeta, Nova Iorque e Londres, por exemplo, as viagens do transporte de massas são controladas por computador, mas com intervenção humana, enquanto aqui a operação é inteiramente eletrônica. O sistema foi desenvolvido há mais de 15 anos, na própria TCA, que detém um dos maiores índices de automação do país.

ÔNIBUS RASTREADOS POR RADAR

Ao cumprir a sua jornada diária de trabalho e retornar à garagem, o ônibus é rastreado por radar, na portaria, onde é vistoriado. Antes do nascer do novo dia, o veículo está pronto para servir a comunidade e é mais uma vez rastreado por radar ao sair da portaria da garagem, rumo ao terminal, onde o computador central já o espera. Neste computador estão cadastradas em um banco dados todas as viagens a serem executadas diariamente para a totalidade dos itinerários do sistema.


COMPUTADOR “DECIDE” A ROTA

Ao entrar no terminal de passageiros o veículo urbano é novamente rastreado por radar, que informa ao computador central seu número e suas características. Com tais informações, o computador, sem auxílio humano, registra a hora de entrada do veículo e após consultar seu banco de dados “decide” qual viagem o ônibus deverá efetuar. 

COMPUTADOR “FALA” AO MOTORISTA

Uma vez escolhida a viagem, o computador “fala” ao motorista e mostra, em um painel, o horário e o destino a serem cumpridos, sem participação de nenhum funcionário da TCA. Tudo é gravado eletronicamente (inclusive a voz) e gerenciado por computador. Sem falhas, sem atrasos e sem supressão de viagens, há mais de 15 anos.

CLIENTE É FISCAL DO SISTEMA

As plataformas de embarque têm o indicativo das linhas pertinentes ao seu setor e a lista dos horários. Por isso os usuários já sabem qual o destino do veículo que acaba de estacionar e o horário de sua partida. Assim, cada cliente por ser um fiscal do sistema.

TEMPO DE VIAGEM É PROGRAMADO

Na saída do terminal, para mais uma viagem, o ônibus é rastreado por outro radar que informa a ocorrência ao computador central. Registrado o horário de saída do ônibus, o computador dispara um cronômetro, marcando o tempo em que o mesmo deverá retornar ao terminal. O ciclo se repete até que o computador “julgue” não mais precisar daquele veículo, quando determina, sem auxílio humano, seu retorno à garagem para ser novamente vistoriado, lavado e revisado. 

PARECE FICÇÃO MAS É REAL

Esse sistema, criado na própria TCA, é pioneiro no mundo e garante a realização de todas as viagens programadas, nos horários pré-determinados. A equipe tem o cuidado com a perfeição, pois sabe que os detalhes da operação são registrados e gravados eletronicamente. Coisa de cinema, de ficção, que é realidade em Anápolis há mais der 15 anos.

A informatização garante a regularidade dos horários, a confiabilidade do sistema e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população, atração de novos investimentos e geração de empregos. Referencial de Anápolis, o sistema de transporte coletivo urbano é considerado um dos melhores do país.

CORREDOR DE ÔNIBUS DA AV. BRASIL

Outro projeto da TCA que desperta o interesse dos gestores do transporte coletivo do Distrito Federal é a Faixa Exclusiva de Ônibus da Avenida Brasil Sul, o primeiro corredor viário estrutural de Anápolis. No trecho entre a Anadiesel e o Trevo de Daia, o estacionamento é proibido e existe a possibilidade de compartilhamento do tráfego entre o transporte particular e o coletivo, exclusivamente para o acesso de saída e entrada às vias auxiliares. Nos cruzamentos, a prioridade de passagem é do transporte coletivo, permitindo-se que os ônibus reduzam a necessidade de efetuar manobras complexas de parada para embarque e desembarque, que passam a ser feitas no mesmo alinhamento. Essa iniciativa, que futuramente será estendida a outras vias essenciais da cidade, tem como objetivo aumentar a atratividade do transporte público e a velocidade média dos ônibus, reduzindo os tempos de embarque, desembarque e percurso. O corredor permite que uma mesma frota possa fazer mais viagens diárias. Os ônibus passam a enfrentar menor obstacularização por tráfego lento e não necessitam fazer manobras evasivas para desviar de outros veículos.

LOGÍSTICA DE PRIMEIRO MUNDO

O desempenho operacional das linhas do Daia – Distrito Agroindustrial de Anápolis trouxe benefícios ao conjunto do sistema de transporte coletivo da cidade, diminuindo o tempo das viagens num corredor de grande extensão e que concentra acentuado volume de passageiros. Faixas exclusivas para os ônibus não representam diminuição de espaço para os demais veículos. Corredor viário estrutural com faixas preferenciais de transporte coletivo é logística de Primeiro Mundo e solução técnica que beneficia não apenas o sistema de transporte coletivo mas o trânsito das cidades como um todo. 

O projeto beneficiou motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres e gerou qualidade aos deslocamentos e fortalece a consciência da cidadania, através da democratização dos acessos às oportunidades que a cidade oferece. É um instrumento a serviço da organização do espaço urbano, como indutor do seu processo de ocupação.

ANÁPOLIS ESTÁ NA VANGUARDA

Na avaliação da Diretora Financeira da TCA, empresária Cida Braga, o interesse dos gestores do transporte coletivo de Brasília pelos projetos da TCA comprovam, mais uma vez, que Anápolis vanguarda, não obstante ser uma cidade do interior: “não raramente, empresários e técnicos de vários estados e mesmo do exterior buscam as tecnologias que consagraram nosso serviço como um dos melhores do país, especialmente o sistema de controle informatizado das viagens, a integração total das linhas e a bilhetagem eletrônica de última geração”. Para a empresária, este destaque é fruto do trabalho sério e incessante da equipe TCA, desde 1963. 

ORGULHO PARA ANÁPOLIS E PARA GOIÁS

Para o Diretor da TCA, Sr. Lacy Martins da Silva, exportar tecnologia é motivo de orgulho para Anápolis e para o Estado de Goiás, ao mesmo em que gratifica e incentiva a empresa a implantar novos projetos e disponibilizar aos seus clientes atendimento cada vez melhor. “Nossa preocupação, todavia, vai além da garantia da qualidade e da valorização de nossa equipe”, finalizou o empresário, ao ressaltar que a empresa investe na formação das futuras gerações, no social e na preservação do meio ambiente, em sintonia com a filosofia dos diretores da Transbrasiliana, empresários Odilon Walter Santos e Lázaro Moreira Braga. 

Autor: Da Redação

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Metrobus pode perder direito à concessão do Eixo Anhanguera

18/05/2010 - Diário da Manhã - Catherine Moraes

A Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), se reunirá hoje, a partir das 8h30 para decidir, ou não a permanência da empresa Metrobus no Eixo Anhanguera. A reunião acontecerá na Secretaria das Cidades, no 7º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Paralelamente à reunião haverá uma manifestação pública que conta com o apoio dos empregados da Metrobus em frente ao Palácio. 

Por meio de panfletos, a Associação dos Empregados da Metrobus convocou a população a participar da manifestação, a favor da empresa e contra uma provável licitação que remanejaria o controle da linha, para a iniciativa privada. Os direitos sobre a linha, pela estatal, terminam no fim de 2010. A empresa quer então, a prorrogação por mais 20 anos. A Metrobus afirma que caso o remanejamento seja feito, as passagens poderiam aumentar de preço já que acabaria o subsídio do governo sobre as passagens. 

Participam da reunião o secretário das Cidades e presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo 
Paulo Gonçalves, os prefeitos de Goiânia, Paulo Garcia; de Aparecida, Maguito Vilela; de Senador Canedo,Túlio Sérvio Barbosa; o deputado estadual José Nelto; os presidentes da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), José de Paula Morais; da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Marcos Massad; da Agência Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT), Miguel Tiago Ribeiro e o secretário municipal de Planejamento, Luiz Alberto.

domingo, 19 de setembro de 2010

Prefeitura lança projeto City Tour
















A Prefeitura de Anápolis, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico/ Diretoria de Turismo, lançou na última terça-feira, 07, o projeto City Tour, durante o tradicional desfile de Independência. A inovação se refere a um ônibus que irá visitar os principais pontos da cidade, a fim de demonstrar o potencial turístico da cidade.


O ônibus City Tour possui acomodação para 22 pessoas sentadas, equipado com aparelho de som, tv, dvd, ar condicionado e sanitário. Sob coordenação e responsabilidade do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), localizado na Praça Dom Emanuel, o city tour poderá ser agendado neste local, com uma previsão de roteiros que contemplam as diversas opções que a cidade oferece como Daia, Base Aérea, parques, praças e demais pontos culturais.


Segundo o diretor de Turismo, Jackson Charles, o projeto City Tour terá um papel importantíssimo na consolidação do Turismo de Negócios e eventos em nossa cidade. “É um importante instrumento colocado à disposição do setor turístico no município, além de apoiar empreendimentos do ramo, como hotéis, empresas, e demais componente do trade turístico local e, principalmente, fortalecer o turismo receptivo”, declara.






sábado, 18 de setembro de 2010

Linha Citybus deixará de circular


16/09/2010 - Blog da Rede
 
Decisão se dá devido à constatação de baixa demanda no itinerário Trindade/Av. 24 de Outubro/Campinas. Clientes tem ainda duas opções para percurso

A partir da próxima segunda-feira, 20, a linha 918 do Citybus (Trindade/ Av. 24 de Outubro/ Campinas) deixará de circular. A decisão foi tomada após o período de testes (iniciado em julho de 2010) e constatação de baixa demanda de passageiros no itinerário.


Atualmente, apenas cerca de 121 pessoas passavam pela linha, diante de uma oferta capaz de transportar 890 pessoas por dia.  “Testamos a aceitação da linha por quase 60 dias, mas, infelizmente, não obtivemos a demanda esperada. Assim, os veículos serão utilizados para atender as regiões com maior número de clientes”, explica o diretor do Consórcio Rmtc, Leomar Avelino.

O cliente que faz o percurso continua com as duas opções no transporte convencional. Caso deseje fazer o trajeto T. Padre Pelágio – T. Trindade direto, basta embarcar na linha 142 e, no Terminal Padre Pelágio, realizar integração com o Eixo Anhanguera. Além desta, também com saída pela mesma linha (142), mas com integração à linha 052 no Terminal Vera Cruz, é possível passar pelo Setor Campinas. 

http://www.rmtcgoiania.com.br/blog/2010/09/16/atencao-clientes-da-linha-918-citybus/#more-437

CMTC critica retorno de cobradores aos ônibus

Marcos Massad acredita que projeto aprovado na Câmara terá veto do Paço
17 de Setembro de 2010   - Diário da Manhã

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Ivair Lima
Da editoria de Cidades


O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Marcos Massad, afirmou ontem, em entrevista coletiva, que a volta dos cobradores aos ônibus coletivos seria retrocesso inconcebível. Avaliou que a segurança dos ônibus seria comprometida. "A Câmara Municipal de Goiânia não pode legislar sobre o transporte coletivo porque a própria Lei Orgânica, que é anterior, estabelece que o transporte coletivo deve ser regido pela Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo, que tem participação do Estado e das prefeituras da região metropolitana."

Massad calcula que a volta de  cobradores acarretaria aumento de 20% no preço da passagem, que hoje custa R$ 2,25. Ele disse acreditar que o prefeito Paulo Garcia vetará o projeto, de autoria da vereadora Tatiana Lemos, já aprovado em primeira votação pelos vereadores de Goiânia.

Segundo Massad, capitais onde os cobradores foram mantidos os assaltos são frequentes. Sobre a queixa de motoristas, que realizam funções de fiscais das carteirinhas de estudantes e passageiros isentos de pagamento, afirmou que é possível resolver sem a volta dos cobradores. "Transporte é coisa séria. Exige planejamento e identificação clara dos recursos. Não podemos, à cada eleição, mudar regras que já estão funcionando."  Massad calcula que serão necessários 4.500 cobradores para atuar nos 1.700 ônibus do sistema CMTC em todos os turnos de trabalho.

A vereadora Tatiana Lemos  justifica o projeto afirmando que os motoristas acumulam funções. "As múltiplas  funções geram acúmulo de trabalho, que afeta a saúde, causa estresse aos trabalhadores e aumenta o risco de acidentes."

O projeto prevê que as empresas de transporte coletivo que mantiverem motoristas e/ou cobradores em dupla função terão suas concessões suspensas. Neste caso, o poder público municipal estaria autorizado a conceder uma permissão de circulação em caráter emergencial a outra empresa por um prazo de no máximo 60 dias. Enquanto isso, nova licitação seria realizada para este serviço.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Goiânia: Cartão Integração é usado por apenas 5,67%

06/09/2010

Alfredo Mergulhão - O Popular

Gláucia Silva (à esquerda) pega três ônibus no trajeto entre casa e trabalho

Criado com a promessa de transformar cada ponto de ônibus em um terminal, o Cartão Integração ainda é uma realidade distante do cotidiano dos moradores da Região Metropolitana de Goiânia. Desde o lançamento do serviço, em outubro do ano passado, apenas 5,67% das pessoas que utilizam diariamente o transporte coletivo aderiram ao sistema que permite aos passageiros pagar uma tarifa para utilizar duas linhas de ônibus, sem a necessidade de ir até os terminais.

Depois de quase 11 meses disponível, foram confeccionados e estão em uso somente 45 mil cartões. A baixa adesão mantém os terminais lotados, faz com que passageiros tenham de acordar cada vez mais cedo e pegar até quatro ônibus para chegar ao trabalho no horário. Tudo para não pagar dois bilhetes. Diariamente, cerca de 800 mil pessoas usam o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana da capital.

Gláucia Mara da Silva levanta todos os dias antes do sol nascer. Às 5h40 a empregada doméstica já está no ponto para embarcar no ônibus que vai do Jardim Itaipu até o Terminal Garavelo. No trajeto até o emprego, numa residência localizada no Condomínio Alphaville, ela ainda passa pelos terminais Isidória e Praça da Bíblia. "Demoro mais de duas horas para chegar no trabalho. Fico sempre cansada e não tenho tempo para a família", disse Gláucia que, aos 33 anos, é mãe de três filhos pequenos.

No caso de Glaucia, nem mesmo a aquisição do Cartão Integração resolveria o problema, uma vez que a única linha de ônibus que abastece a região de condomínios fechados onde trabalha leva os passageiros somente até o Terminal da Praça da Bíblia. "Se o ônibus fosse pelo menos até o Centro, ajudaria. Mas como tenho de ir ao terminal de qualquer jeito, nem faz diferença ter o cartão", reclama.

O metalúrgico Fernando Alves de Souza tem uma rotina parecida à da empregada doméstica, com a diferença no itinerário. O rapaz de 26 anos mora no Parque Ateneu e trabalha no Parque Industrial João Braz. Leva duas horas para chegar ao destino, depois de pegar quatro ônibus e passar pelos Terminais Isidória, Praça A e Dergo.

O metalúrgico poderia abreviar o percurso, caso desembarcasse no Centro de Goiânia e pegasse outro ônibus direto para o trabalho. No entanto, ele desconhece o procedimento para fazer um Cartão Integração que, em tese, resolveria o problema. "A gente só lembra quando a televisão mostra. Não tem nada explicativo sobre como fazer", disse Fernando.

A falta de campanhas explicativas colabora para a baixa adesão ao serviço de integração do transporte. Praticamente não existe informações nos terminais. O POPULAR percorreu três terminais no dia 1º. Na Praça da Bíblia havia apenas um banner pendurado a pelo menos 6 metros de altura. No Terminal Cruzeiro, uma funcionária não sabia informar o que é o Cartão Integração. Pediu para perguntar no guichê, que remeteu a reportagem até um balcão de informações que não tinha ninguém.

No Terminal Isidória não tinha informação alguma, assim como em dezenas de ônibus observados. Os usuários do transporte coletivo também atestam que não há material impresso para difundir o benefício, que pode representar economia de tempo, de dinheiro e mais qualidade de vida aos trabalhadores. "Acho que poderiam ter cartazes pregados atrás da cabine dos ônibus e nos terminais", acentua a técnica em enfermagem Josete Cristina Figueiredo.

Estudantes
Francisca Eridan Araújo Marins soube do Cartão Integração por colegas do trabalho. Como as amigas da funcionária pública estão satisfeitas com o serviço, também resolveu emitir o seu. Na tarde da última quarta-feira ela foi até o prédio do Sindicato de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) com a documentação. Mesmo quem se inscreve pela internet precisa cumprir esse procedimento, o que acaba afastando os usuários. Segundo uma atendente do Setransp, a procura pelos cartões é escassa.

Havia também o projeto de em até 12 meses estender o benefício a estudantes e a trabalhadores que optam por receber vale-transporte no trabalho. O benefício ainda não saiu do papel, como atesta o doutorando em Ciências Ambientais da Universidade Federal de Goiás, Bruno Barreto. O acadêmico de 26 anos mora no Jardim Guanabara 3 e estuda no Conjunto Itatiaia, bairros relativamente próximos. Ele precisa pegar dois ônibus e pagar duas tarifas para chegar à instituição de ensino, numa viagem que chega a demorar uma hora e trinta minutos nos horários de pico.

MP quer que serviço seja facilitado

A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) estuda a instalação de guichês nos terminais de ônibus para reduzir a burocracia na aquisição do Cartão Integração. A aplicação da medida será discutida nesta semana em reunião entre o presidente do órgão, Marcos Massad, e o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Cidadão do Ministério Público Estadual (MP), Érico Pina.

O promotor de Justiça já fez a cobrança pela ampliação no oferecimento do serviço ao diretor do Sindicato de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp), Décio Caetano, no dia 30 de agosto. De acordo com Pina, o ideal é que o usuário possa fazer o passaporte na hora nos terminais, assim como ocorre em lojas e supermercados que tem os próprios cartões de compra.

Por meio da assessoria de imprensa do Setransp, Caetano informou que não vai comentar as possíveis mudanças na forma de aquisição do benefício nem as falhas do sistema.

Hoje, para fazer um Cartão Integração o interessado deve preencher um cadastro com dados pessoais e depois levá-lo com cópia da carteira de identidade e duas fotos 3x4 a uma agência dos Correios.

Quem opta por preencher as informações pela Internet não fica livre de levar a documentação pessoalmente. O MP quer que o processo seja facilitado, sem exigência de fotografia ou cadastramento. A CMTC e o Setransp se opõem, pois temem a ocorrência de fraudes.

Trânsito pode ganhar mais fluidez

Os ganhos com a implantação do Cartão Integração extrapolam o âmbito individual. Além dos usuários que abreviarão seus trajetos e pegarão menos ônibus, o trânsito na capital tende a ganhar fluidez e esta melhora deve ser percebida por toda a população da Região Metropolitana da capital, de acordo com avaliação do doutor em Engenharia de Transportes, Benjamim Jorge Rodrigues dos Santos.

O professor argumenta que o cartão promove integração física e tarifária, por meio da conexão entre dois ônibus com gasto de apenas uma passagem. "Quando melhora o transporte coletivo, o tráfego ganha fluidez e a população fica atraída a usá-lo. Promover essa migração é o grande desafio dos gestores hoje em dia", disse Benjamim Jorge.

O docente sustenta que o cartão traria melhoras em vários parâmetros de qualidade do transporte coletivo, como tempo de viagem e de espera pelo ônibus, velocidade média de deslocamento e lotação dos veículos. Ele garante que parcela significativa da população deverá deixar carros e motos em casa para o deslocamento de ônibus.

sábado, 14 de agosto de 2010

Goiânia: Prefeito apresenta projeto de corredor da Avenida 85 na próxima terça


12/08/2010  - Rede Integrada blog -
http://onibusrmtca.blogspot.com/2010/08/goiania-prefeito-apresenta-projeto-de.html?spref=tw

No próximo dia 17 o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, deve apresentar para a imprensa o projeto do corredor exclusivo da Avenida 85. A obra, segundo ele, faz parte do chamado grande eixo Norte-Sul de Goiânia e será financiada pela Caixa de Fomento Internacional, do Banco Andino.

Nesta quinta-feira (12) a prefeitura liberou o corredor da T-52, que começa na Avenida Portugal e segue até a T-3, no Setor Bueno, e que também recebe o nome de Rua Orieste Ribeiro. O prefeito Paulo Garcia também aproveitou para anunciar que nos próximos dias deve ser liberada a Avenida Noroste.

Com a liberação do corredor da T-52, será proibida a conversão à esquerda no cruzamento da Avenida T-9 com a Mutirão. A linha de ônibus 028, que liga os terminais da Praça da Bíblia e das Bandeiras, também sofreu modificações.

Ao invés de sair da T-9 e entrar na Avenida Mutirão, o ônibus vai seguir reto, pegando a Avenida 85 até a Praça do Ratinho, deixando de passar, além da Mutirão, na Avenida D.


Fonte: Goiasnet (http://www.goiasnet.com/ultimas/ult_report.php?cod=451062)

domingo, 13 de junho de 2010

Transporte público terá mudanças



Terminais do Eixo Anhanguera serão ampliados e percurso prolongado. “Linhas expressas” evitarão desperdício de tempo
12 de Junho de 2010 - Diário da Manhã
Frederico Oliveira
DA EDITORIA DE CIDADES

Sérios problemas como superlotação, atraso e falta de mais ônibus nas linhas que ainda atormentam os usuários do transporte coletivo de Goiânia forçaram a prefeitura e o governo de Goiás a elaborarem um pacote de melhorias que poderá ser anunciado na semana que vem. Desde o início do ano, uma série de medidas para a melhoria do transporte público da Capital foi anunciada, mas poucas ações deram certo na prática. O mesmo ocorre com o Eixo Anhanguera, de responsabilidade do governo estadual, por meio da Metrobus. O próprio eixo recebeu pinturas novas, mas os velhos problemas ainda continuam. Os cinco terminais do Eixo Anhanguera estão sempre superlotados, principalmente em horários de pico, devido ao espaço compacto e à falta de reformas estruturais para a ampliação desses pontos. O drama é ainda maior para quem mora nas cidades vizinhas da Capital, que compõem a Grande Goiânia, que fazem o uso cotidiano das linhas alimentadoras. Esses coletivos estão sempre atrasando e quando chegam, saem com superlotação. A desorganização fica mais evidente quando o ônibus estaciona na plataforma. Na falta de espaços específicos para embarque e desembarque, os usuários são forçados a descer e entrar no coletivo ao mesmo tempo. O empurra-empurra é inevitável. Crianças, mulheres e idosos se espremem para ter acesso ao ônibus, sendo vítimas de uma situação vexatória e humilhante.

O DM foi até o terminal Padre Pelágio, o de maior fluxo de usuários em Goiânia, e colheu alguns depoimentos de usuários insatisfeitos com as linhas alimentadoras. O passageiro, além de pagar R$ 1,15 para entrar no terminal, tem que desembolsar mais R$ 1,10 para ter acesso aos ônibus alimentadores. Segundo o armador Francisley Ribeiro Castro, 31 anos, o coletivo da linha 139, que sai do Padre Pelágio até Goianira, está sempre cheio e atrasado. “Todos os dias é esse sufoco, o ônibus só anda cheio e sempre chego atrasado no meu serviço”, afirma.

O garçom Daniel Lopes Damasceno, 27, reclama que a linha 142, que vai até Trindade, não deveria parar no terminal Vera Cruz. “Tem que ter mais ônibus nas linhas e o 142 não deveria parar em outro terminal, pois o ônibus já sai cheio do Padre Pelágio e fica superlotado depois que passa pelo Vera Cruz”, afirma.
Prefeitura planeja corredores exclusivos Segundo o secretário estadual de Cidades, Paulo Gonçalves, o governo estadual pretende apresentar, nos próximos dias, uma série de medidas que visam melhorar o Eixo Anhanguera. De acordo com ele, está em pauta a substituição da frota, além do prolongamento do eixo até a Vila Mutirão, na saída para Goianira. A extensão até o Jardim das Oliveiras em Senador Canedo também está prevista. “O governo pretende ampliar os cinco terminais já existentes e criar outros novos. O plano ainda se encontra em fase de estudo, mas será uma parceria entre o governo estadual, municipal e federal”, adianta.
Outra medida que poderá causar um impacto positivo para a melhoria do transporte coletivo são as chamadas “linhas expressas”, que vão ligar os terminais até um destino específico, sem ter a necessidade de paradas em pontos e outros terminais. “É um projeto da prefeitura, mas nós tivemos acesso. As linhas expressas seriam úteis aos destinos em que a demanda de passageiros é muito grande, como universidades, hospitais e empresas com muitos funcionários”, revela.

Já a assessoria de imprensa do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, declara que até a próxima semana haverá uma reunião com o governador Alcides Rodrigues, que dará o seu parecer sobre o plano emergencial elaborado pela prefeitura. Ainda segundo a assessoria do prefeito, Paulo Garcia está ciente das deficiências do transporte coletivo da Capital, mas que a criação dos corredores exclusivos e a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) poderão dar mais agilidade e conforto aos usuários. Segundo a assessoria do prefeito, esses projetos poderão ser executados até o final do ano.

O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Marcos Massad, afirma que não fará nenhuma declaração até que o pacote de melhoria seja divulgado pelo prefeito e o governador Alcides Rodrigues. “Não vou comentar sobre o pacote, mas posso dizer que melhorias virão”, diz.
MudançasAlterações previstas no pacoteExtensão do Eixo Anhanguera até a Vila Mutirão, na saída para Trindade Extensão do Eixo até o Jardim das Oliveiras Criação das “linhas expressas”, que vão ligar os terminais a lugares específicos Prefeitura estuda a implantação de corredores exclusivos Substituição da frota do Eixo Anhanguera

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Só corredor exclusivo resolve trânsito em eixos


13/5/2010
O Popular (GO)

Os corredores preferenciais para ônibus do transporte coletivo que estão sendo instalados nas Avenidas T-7 e T-9, em Goiânia, são apenas medidas paliativas, que devem proporcionar um alívio imediato nos problemas de congestionamento do trânsito em horários de pico, mas apenas temporário. A solução definitiva é a criação de corredores exclusivos - onde os veículos de passeio não podem trafegar, salvo em casos especiais, sob pena de multa. Essa é a opinião de especialistas em trânsito e transportes ouvidos pelo POPULAR.

Até o titular da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Miguel Tiago, aponta a instalação de corredores exclusivos para ônibus como o ideal para os principais eixos de Goiânia, não apenas a T-7 e a T-9, mas também as Avenidas 85 e T-63. "Esta é a proposta que poderia resolver, mas isso depende de grandes investimentos, portanto, é um projeto de médio a longo prazo", diz Tiago. "Neste momento, o que temos a fazer é trabalhar com as armas que estão ao nosso alcance", acrescenta.

As ferramentas a que se refere o presidente da AMT são a proibição do estacionamento de veículos ao longo desses eixos, proibição de conversões à esquerda e eliminação de semáforos de três tempos. "Estamos trabalhando no desentupimento da artéria, mas precisamos avançar", reconhece Miguel Tiago.

Ele disse não dispor de cálculos sobre os custos de instalação de corredores exclusivos, alegando que sua implantação cabe à Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). Já opresidente da CMTC, Marcos Massad, em entrevista ao Face a Face - espaço interativo do POPULAR em que os leitores fazem perguntas pela rede Facebook -, no último dia 1º de maio, calculou que cada quilômetro de corredor exclusivo custa em torno de R$ 2 milhões.

O prefeito Paulo Garcia e o governador Alcides Rodrigues devem anunciar na terça-feira um pacote de medidas para melhorar o transporte, que se compõe, basicamente, de intervenções no trânsito.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Usuários do Eixo Anhanguera recebem o maior e mais moderno ônibus do mundo



28/09/2005 - Metrobus

O projeto de melhoria do acesso das populações de baixa renda ao transporte coletivo está sendo concretizado em Goiânia. Depois de reduzir em dois terços o valor da passagem no principal corredor de transporte urbano de passageiros da capital, começam a circular, nos 14 quilômetros do Eixo Anhanguera, os cinco ônibus biarticulados adquiridos pelo governo de Goiás, através da empresa de transporte coletivo Metrobus.
         
Com aparelhos de ar condicionados instalados sob encomenda do governador Marconi Perillo os veículos são os mais modernos em termos de tecnologia existentes hoje em todo o mundo. Os novos ônibus têm 28 metros de comprimento, os maiores veículos sobre rodas para o transporte público de passageiros utilizado nas grandes cidades. Com design futurista o modelo tem duas articulações, motor central e cabine do motorista também no centro do veículo.
         
Todos foram devidamente adaptados para a estrutura física dos terminais e estações de embarque e desembarque do Eixo. As quatro portas, localizadas no lado esquerdo do veículo posicionam-se a 90 centímetros de altura no mesmo nível das plataformas.

                                    
            Com bancos estofados, os ônibus foram projetados para garantir o maior conforto possível dos passageiros. O número de assentos também foi aumentado para permitir o transporte de mais passageiros sentados. A altura dos corrimões está adaptada à estatura média do brasileiro, além de possuírem alças flexíveis que favorecem o apoio e o deslocamento das pessoas dentro do veículo.

                     Todos os Biarticulados possuem ar condicionado             Poltronas estofadas
Atendendo à solicitação da Metrobus os fabricantes incluíram espaços destinados aos usuários cadeirantes com cintos de segurança para fixar as cadeiras de rodas. Assim como em toda a frota de veículos da Metrobus os biarticulados têm piso taraflex antiderrapante.
A compra de ônibus biarticulados foi apoiada em criteriosos estudos técnicos que apontaram vantagens dos pontos de vista econômico-financeiro, operacionais e ambientais. Mesmo exigindo investimentos maiores, o custo por passageiro transportado é menor que nos ônibus convencionais e articulados, por transportar mais pessoas por viagem. Ao todo é possível transportar quase 300 usuários ao mesmo tempo. Isso significa também menos veículos nas ruas e, conseqüentemente, menos emissão de poluentes.

Novos ônibus biarticulados Volvo contam com transmissão automática


2/10/2005

Tecnologia

30/9/2005 - Os novos ônibus biarticulados Volvo B12M recém-adquiridos pela empresa de transporte coletivo Metrobus, de Goiás, são equipados com transmissão automática de seis marchas Ecomat 2Plus (foto), produzida pelo Grupo ZF na América do Sul, em Sorocaba (SP).

Os veículos irão circular nos 14 quilômetros do Eixo Anhanguera, principal linha do transporte coletivo de Goiânia.
Diferenciais - De acordo com a fabricante, a transmissão com seis marchas possibilita a redução do consumo de combustível devido ao regime de operação do motor em rotações menores e reduz significativamente os custos operacionais. Para os motoristas, o benefício do uso da transmissão automática fica por conta da redução do desgaste físico causado pelas trocas de marchas.

Com design futurista, os ônibus biarticulados Volvo B12M têm cerca de 27 metros de comprimento, cabine do motorista centralizada e motorização eletrônica. O software da transmissão comunica-se eletronicamente com o motor para realizar as trocas de marchas no momento ideal, considerando rotação, velocidade do veículo e topografia da região. Oferece ainda seis opções de programas de troca de marchas, de acordo com o trajeto a ser percorrido.

A transmissão ZF Ecomat possui também sistema retardador hidrodinâmico integrado, que auxilia na frenagem por meio da redução da velocidade do veículo hidraulicamente, sem a utilização do sistema de freios. Dessa forma, a transmissão prolonga a vida útil dos freios e pneus, diminuindo também a fuligem produzida durante as frenagens.

Outro destaque da transmissão automática ZF Ecomat é a embreagem de “lock-up” integrada ao conversor de torque. Esse tipo de embreagem interna faz um acoplamento entre a transmissão e o motor em determinadas condições. Isso diminui a perda de energia no sistema e contribui para uma melhora no consumo de combustível. Os ônibus biarticulados Volvo B12M também são equipados com mecanismo de direção produzido pela ZF Sistemas de Direção e barras de direção, de ligação e de reação fornecidas pela divisão ZF Lemförder.
 
 
Por Canal do Transporte

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Greve do transporte coletivo afeta 400 mil na Grande Goiânia



26 de Abril de 2010 | Por: DM Online, com Ivair Lima

A circulação dos ônibus na Capital goiana voltou ao normal. Segundo informações do Sindicoletivo, sindicato dos motoristas de transporte coletivo em Goiânia, esta foi uma paralisação de advertência. De acordo com o presidente do grupo, Carlos Alberto Santos, os motoristas farão uma assembléia para decidir sobre uma possível "greve geral". Eles decidiram por essa assembléia após uma tentativa frustrada de realizar uma reunião com o Setransp. A entidade alegou não reconhecer o grupo enquanto sindicato, já que existem dois sindicatos na capital.
Em nota, Carlos Alberto diz que a categoria reivindica um reajuste salarial de 15%, pois "os trabalhadores do transporte estão com o salário defasado há mais de cinco anos". Eles querem também a revisão da carga horária.desta que ele julga ser "uma das profissões mais estressantes do mundo". Os motoristas almejam ainda reconhecimento pelo grande número de funções que exercem, como ajudar cadeirantes e avaliar carteirinhas de idosos, deficientes e estudantes.

A greve
Os motoristas do transporte coletivo paralisaram o serviço na manhã desta segunda-feira, 26, em Goiânia. Nenhum ônibus circulou no Eixo Anhanguera, que transporta 200 mil passageiros por dia. As outras linhas foram afetadas. O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Marcos Massad calculou que a paralisação afetou 400 mil usuários.

Os motoristas bloquearam a saída dos ônibus da Sede Operacional da Metrobus. O diretor de Operações da empresa, Luciano Leão, informou que um ônibus colocado na frente do portão e cerca de 200 homens impediram os colegas que queriam trabalhar de dar início às primeiras viagens, que deveriam ocorrer às  4h10. "Vamos tentar sair com escolta da Polícia Militar", afirmou Leão às 8h15. Mas os ônibus não deixaram a garagem.

A falta de coletivos revoltou usuários que tentaram invadir a sede da Metrobus, apedrejaram ônibus, próximo ao Terminal Padre Pelágio, e quebraram vidros da Administração do Terminal Veiga Jardim. Durante um protesto, o usuário Antoniel de Oliveira Brandão, 42, ficou ferido após ser atingido na cabeça por uma pedra, no Terminal Cruzeiro. Ele foi encaminhado ao Cais Nova Era onde levou cinco pontos e foi liberado em seguida.

O presidente do Sindicoletivo, Carlos Alberto Santos diz que o movimento é espontâneo. "Fui informado e resolvi apoiar o movimento." Ele alega que as reivindicações básicas são aumento de 15% do salário dos motoristas; acréscimo de um salário mínimo, pelas tarefas extras, como operar dispositivos pra cadeirantes, falar ao rádio e limpar o veículo; e escalas adequação das escalas de trabalho.


RespostaO Setransp divulgou nota alegando que foi surpreendido com a paralisação do transporte coletivo, já que não havia sequer um indicativo de greve. A nota diz que o movimento não está sendo feito pelo sindicato que representa a categoria e com isso o Setransp aguarda a retomada das negociações com o Sindi Transporte. "O Setransp faz questão de ressaltar que rejeita qualquer uso do transporte coletivo por pessoas estranhas à categoria com motivação política",
ressalta o texto.

Leia na íntegra a nota de esclarecimento do Sindicoletivo
SINDCOLETIVO DÁ APOIO À PARALIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DO TRANSPORTE
COLETIVO
Os trabalhadores do transporte coletivo realizaram hoje uma paralisação de advertência em defesa das reivindicações dos trabalhadores do transporte coletivo. O Sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo(SINDCOLETIVO) dá total apoio ao movimento e está ajudando na paralisação. Mesmo com a disposição do sindicato em negociar, o Setransp,
que representa as empresas de transporte, se rejeita a negociar.

Os trabalhadores do transporte estão com o salário defasado há mais de 5 anos. Por isso é urgente a reposição de 15% nos salários. Os motoristas também são tratados de forma desumana nos terminais. Além de  jornadas que chegam a 11 horas seguidas sem almoço, os trabalhadores também têm que exercer várias funções durante o trabalho, como ajudar
cadeirantes, avaliar carteirinhas de estudantes, entre outras. A profissão de motorista é uma das mais estressantes do mundo, e vários trabalhadores estão sofrendo de depressão e outras doenças mentais.

Sabemos que a paralisação muda a rotina de várias cidades. Mas a culpa de tudo isto é do Setransp, que se rejeita a negociar com o sindicato. Temos total disposição para sentar na mesa de negociação, mas os barões do transporte não se importam nem com o motorista nem com os passageiros. Inclusive cobramos melhoras no transporte público, pois motorista também tem filho que precisa pegar ônibus para estudar, também tem família e amigos que são usuários do transporte coletivo.

Legalidade - O movimento age dentro da legalidade, e não foi feito aviso prévio devido ao fato de esta ser uma paralisação de advertência, e não uma greve. Apenas em uma greve é necessário o aviso de 72 horas.

Também é importante frisar que o SINDCOLETIVO está legalizado em cartório, ao contrário do que diz o SINDTRANSPORTE, antigo sindicato da categoria. Em maio de 2009  os trabalhadores da região metropolitana de Goiânia fizeram uma assembléia e fundaram um novo sindicato, desmembrando o Sindtransporte. Este desmembramento é perfeitamente legal, e muito comum. O SINDCOLETIVO já tem mais de 300 filiados, número maior que o
Sindtransporte.