domingo, 2 de dezembro de 2012

Anápolis: Prefeito eleito de Marabá quer importar sistema de transporte coletivo anapolino

19/11/2012 - Tribuna de Anápolis

Ônibus da TCA em Marabá

O prefeito eleito de Marabá (PA), João Salame (PPS), quer ter uma conversa com Gomide. Salame teria o interesses em implantar um sistema de transporte público semelhante ao que funciona em Anápolis. A TCA foi uma das vencedoras da licitação que a administração marabaense realizou.


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Eles não ‘pegaram’ e ainda dão prejuízo

02/12/2012 - O Hoje

A aposentada Maria de Oliveira, de 52 anos, nunca andou em um Citybus. Segundo ela, os micro-ônibus são muito caros e apenas para ricos. Ela não é exceção. Muita gente nunca andou ou utilizou o transporte diferenciado por poucas vezes desde que ele foi criado, em 2009. O preço e as rotas são as principais reclamações dos usuários do transporte coletivo, que pedem mudanças. Segundo a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), o veículo era muito solicitado pelas classes A e B, mas não pegou. Hoje, com quatro linhas a menos, os Citybus precisam ser rediscutidos e a criação de novas rotas está suspensa.

Diretora técnica da CMTC, Áurea Pitaluga conta que, desde sua concepção, o Citybus foi pensado para ser um veículo diferenciado. Segundo ela, foi feita uma pesquisa para identificar quem seria o público que utilizaria os micro-ônibus e as classes A e B demonstraram bastante interesse. "Muita gente dizia que deixaria o carro para andar de ônibus se existisse um serviço desse tipo", afirma. Foi pensando nisso que as 14 linhas do Citybus – que inicialmente tinha 55 veículos – foram criadas atendendo regiões mais nobres e passando próximo a condomínios, escolas e clínicas, conforme havia sido solicitado. Áurea lembra que o Citybus não tem nenhum vínculo com a rede convencional e que seu custo sempre foi outro.

A diretora da CMTC admite, no entanto, que a ideia não deu certo e até arrisca dizer o motivo. "As pessoas não aderiram porque querem comparar o transporte coletivo com o carro. Muita gente pensa que um transporte de qualidade é aquele que pega na porta, na hora que quer e que é rápido. Isso é a definição de carro. Com o transporte coletivo nunca vai ser assim, porque é público, é algo compartilhado", afirma. Ela lembra que a linha que passa no aeroporto era a aposta da empresa e transporta em média apenas 300 pessoas por dia. Já a linha que vai até o Garavelo, onde o público é outro, anda sempre cheia e chega a transportar 800 pessoas por dia.

CMTC busca justificativas para fracasso

Como as pessoas não deixaram o carro em casa para andar de ônibus, o Citybus precisou ser repensado. Ainda no mesmo ano em que foi criado a CMTC resolveu mudar o público e adequar a rede. As linhas foram reestudadas e reduzidas para 12. A tarifa – que era de R$ 4,50 – foi reduzida na tentativa de agregar mais passageiros. Depois disso, a demanda aumentou – os micro-ônibus chegaram a transportar 150 mil passageiros por mês. Mesmo assim os passageiros nunca foram suficientes para manter o sistema, que, segundo a diretora técnica da CMTC, sempre deu prejuízo. "Agora é um prejuízo administrável, mas a despesa do Citybus sempre foi maior que a receita", comenta.

Hoje, o Citybus tem dez linhas e 30 veículos. Não funciona em domingos e feriados e em dias de semana roda das 6 às 19 horas. Nos sábados, só até às 14 horas. Os micro-ônibus até emendam feriados. Áurea explica que é dessa forma porque não compensa manter o serviço em outros dias e horários, já que os ônibus andam, na maioria das vezes, vazios. "É até incoerente. Nos finais de semana e feriados as pessoas têm tempo, mas mesmo assim preferem ir de carro", comenta.

O público médio mensal é de 103 mil passageiros, 30% estudantes. Os preços atualmente variam: R$ 3,50 em dinheiro ou moeda, R$ 2,70 para estudantes e R$ 5,40 com direito a integração. De acordo com a diretora técnica da CMTC, o sistema por enquanto vai continuar como está. Áurea concorda que o Citybus precisa ser reavaliado, mas afirma que por enquanto não existe nenhum pedido de estudo. "Desde maio congelamos a rede até termos uma posição sobre o Citybus. A criação de linhas está suspensa", afirma.

Áurea lembra que o Citybus foi estudado, inspirado em Porto Alegre, onde esse tipo de serviço diferenciado funciona há muito tempo. "Acredito que lá dá certo porque estacionamento é muito caro e é muito difícil encontrar vaga. Por isso muita gente já aceita a ideia de deixar o carro em casa", pontua. Segundo ela, o Citybus só deve funcionar em Goiânia quando o transporte privado passar a ser bem mais caro que o coletivo, quando a dificuldade para estacionar for muito grande ou quando o transporte coletivo for mais rápido. "Essa é a nossa esperança com a construção dos corredores exclusivos para ônibus, que eles finalmente sejam mais rápidos que os carros. Com mais velocidade e regularidade poderemos repensar esse serviço", afirma.

Usuários pedem mudanças nas linhas

A estudante Lorena Bonfim, de 31 anos, sempre utiliza o Citybus para ir do Centro para o Câmpus II da Universidade Federal de Goiás. Segundo ela, o conforto compensa o preço. "Eu acho o Citybus ótimo, o ônibus convencional que vai para o Câmpus está sempre lotado", comenta. Ela conta que só não utiliza mais os micro-ônibus porque as linhas não atendem às suas necessidades. "Eles têm umas rotas grandes demais, que eu nem entendo", diz.

A dona de casa Elisandra Silva, de 39 anos, mora no Setor Novo Mundo, e reclama que nenhuma linha do Citybus passa próximo a sua casa. "Se tivesse e aceitasse carteirinha, eu só andava nele", afirma. A estudante Luciene Nunes da Costa concorda. Ela mora no Setor Coimbra e também não existe nenhuma linha que vá para o bairro.

"Eu ando de vez em quando, mas, se fosse para onde eu vou, eu andaria todos os dias. O Citybus precisa parar de ser pensado para gente rica. Esses não vão andar de ônibus, não adianta", diz. Luciene elogia os micro-ônibus e diz que não acredita que baixar o preço seja necessário. "Acredito que muita gente pagaria, mesmo sendo mais caro, se as linhas atendessem mais às necessidades do povo", opina.

Fonte: O Hoje



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Ônibus novos em meio a plataformas defasadas

02/12/2012 - Tribuna do Planalto

Em 2012, os usuários do Eixo Anhanguera em Goiânia e na Região Metropolitana ganharam novos ônibus. Além da frota renovada, as plataformas receberam incremento na segurança, com a implantação de sistemas de vigilância com câmeras. As mudanças foram aprovadas pela maioria da população, conforme mostrou pesquisa realizada pelo Instituto Serpes no início do ano. Mas nem tudo são flores.

As grades de proteção que isolam as 19 estações de embarque e desembarque dos carros, motos e pedestres que circulam pela Anhanguera reclamam por manutenção. Em diversos pontos da cidade, é possível registrar os desgastes. Os problemas vão desde a pintura irregular, passando pela ausência das telas de proteção a trechos inteiros sem qualquer isolamento entre o trânsito e os ônibus (foto), como próximo ao Lago das Rosas, no setor Oeste. No interior das plataformas, também é comum ver lixo, sujeita e bilhetes de embarque já usados entulhados.

Administradora do Eixo Anhanguera, a Metrobus, empresa de capital misto que tem o Estado como acionista majoritário, informou, por meio de nota, que as medidas em relação à sujeira das plataformas e a substituição das grades danificadas estão sendo tomadas. Porém, não detalhou nem prazos, nem um cronograma para a realização dos serviços. A Metrobus ressaltou também que a substituição desse isolamento pode demandar mais tempo, uma vez que é necessário abrir um processo licitatório.

História

O Eixo Anhanguera tem mais de 13 quilômetros de extensão e foi implantado em 1976, na Avenida que leva o mesmo nome. A intenção era melhorar o transporte coletivo da capital. Em 1998, o projeto original sofreu sua mais importante modificação: as 19 plataformas foram elevadas a 93 cm do solo. Por dia, cerca de 200 mil pessoas utilizam os 97 ônibus, 62 articulados e 35 biarticulados. Além das plataformas da Anhanguera, os coletivos passam por cinco terminais instalados ao longo do corredor: Padre Pelágio, Dergo, Praça A, Praça da Bíblia e Jardim Novo Mundo.

Fonte: Tribuna do Planalto


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