sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sistema de integração metropolitano é ímpar no país

30/08/2012 - RMTC

O serviço de transporte público coletivo de passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (RMG), constituída pela capital do Estado de Goiás e municípios do entorno que são ligados por interesses econômicos e sociais comuns, está organizado em uma rede de serviços denominada Rede Metropolitana de Transportes Coletivos – RMTC.

A Rmtc representa a atuação sistêmica dos agentes responsáveis pela prestação do serviço, com tratamento unificado das questões afetas aos deslocamentos da população pelos meios coletivos de transporte, em tudo aquilo que conforma um sistema de transporte, ou seja, na sua dimensão físico-espacial (vias, terminais, corredores); logística (linhas, trajetos, horários, meios e forma de integração); de modelo de operação e de acesso dos passageiros ao serviço (tarifas, forma de pagamento, forma de controle), assegurando a universalidade, a acessibilidade e a mobilidade da população servida pela Rede que abrange 18 municípios que formam a Região Metropolitana de Goiânia.

Na estrutura orgânica da RMTC estão dispostos os principais agentes públicos e privados que respondem pelos serviços, a saber:

- Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos da Região Metropolitana de Goiânia (CDTC-RMG), órgão colegiado que constitui o Poder Concedente, composto por representantes do Estado de Goiás, da Capital do Estado e dos municípios que compõem a RMG, responsável pela formulação das políticas públicas do setor;

- Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos – CMTC, empresa pública que ostenta o papel institucional de braço executivo da CDTC-RMG e que exerce a missão de entidade gestora pública da RMTC, cabendo-lhe, dentre outras atribuições, o gerenciamento, o controle e a fiscalização tanto da operação como da infra-estrutura do serviço;

- Concessionárias: Rápido Araguaia Ltda., HP Transportes Coletivos Ltda., Viação Reunidas Ltda., Cootego – Cooperativa de Transportes do Estado de Goiás, e a estatal Metrobus Transporte Coletivo S.A., responsáveis pela produção e execução dos serviços ofertados na RMTC;

- Consórcio da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos, que representa a atuação conjunta e consorciada das concessionárias privadas na operação da Central de Controle Operacional (CCO), na prestação do Serviço de Informação Metropolitano – SIM, e nas atividades de gestão, operação e manutenção dos Terminais de Integração da RMTC;

- Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia – SETRANSP, entidade sindical representativa das concessionárias e agente responsável pela arrecadação tarifária da RMTC através da bilhetagem eletrônica integrada por meio do Sistema Inteligente de Tarifação de Passagens – SIT-PASS.

As concessionárias privadas acham-se vinculadas à prestação dos serviços na RMTC por força dos Contratos de Concessão celebrados em 25/03/2008, derivados da Concorrência CMTC nº 01/2007, estando todas as empresas, inclusive a estatal Metrobus, submetidas, ainda, aos termos do Regulamento Operacional aprovado pelo art. 3º da Deliberação CDTC-RMG nº 60, de 27/11/2007, e demais atos normativos baixados pela CDTC-RMG e pela CMTC.

Estrutura da Rede

A RMTC abrange, na forma da lei de sua instituição, o município de Goiânia e mais 17 municípios que formam o seu entorno, cuja área territorial somada é de 6.576km2.

Dos 18 municípios atendidos pela RMTC, destacam-se cinco deles, todos conurbados, com maior ou menor grau de conurbação: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Goianira. Nestes municípios residem 1.855.418 habitantes, representando 93% do total de habitantes dos municípios constituintes da RMTC.

A RMTC é formada por 265 linhas de ônibus, com um modelo de ampla integração físico-tarifária entre elas, estruturada através de 20 terminais de integração e de centenas de pontos de conexão eletrônica, distando os locais de integração no máximo 1.000 metros de qualquer residência, o que possibilita o atendimento de qualquer desejo de viagem, para qualquer destino em toda a RMG, pagando-se uma única tarifa integrada, fato este pioneiro no Brasil.

A tabela abaixo demonstra a quantidade de linhas por tipo e área operacional:



Além das linhas citadas na tabela acima, outras 10 linhas são operadas na RMTC pelo serviço complementar diferenciado, designado CITYBUS.

Infraestrutura

O sistema viário que serve de berço à operação dos serviços da RMTC, abrangendo trechos de linhas urbanas e trechos de linhas intermunicipais de características urbanas (linhas semi-urbanas), é totalmente revestido de pavimentação asfáltica, e suporta o tráfego compartilhado de veículos de transporte individual e coletivo, não havendo tratamento preferencial aos ônibus da RMTC.

O viário está hierarquizado com vias secundárias, nos bairros periféricos, por onde circulam os ônibus das linhas alimentadoras; vias arteriais por onde trafegam os ônibus das linhas de eixo; e rodovias, que são percorridas pelos ônibus das linhas semi-urbanas.

Nesta extensa malha viária, são nas vias arteriais que estão inseridos corredores de transporte coletivo, dentre os quais destacam-se: Corredor Estrutural Leste-Oeste, desenvolvido na Avenida Anhanguera; Corredor Estrutural Norte-Sul, desenvolvido nas avenidas Goiás, 84, 90, 4ª Radial e Rio Verde; Corredores das avenidas T-7, T-9, 85, Mutirão, dentre outros.

Em toda a rede são mais de 5.000 os pontos de parada de ônibus para embarque e desembarque de passageiros.

Como infra-estrutura de apoio à operação, as concessionárias contam com 8 instalações de garagens, cuja área somada é de 251.528m2. São 3 garagens da empresa Rápido Araguaia (111.424m2); 2 garagens da HP Transportes (64.104m2), e 1 garagem para cada uma das concessionárias Viação Reunidas (15.000m2), Cootego (21.000m2) e Metrobus (40.000m2).

Oferta do Serviço

São ofertadas na RMTC, pelas cinco concessionárias, aproximadamente 393 mil viagens mensais considerando o mês médio do ano. As linhas alimentadoras e semi-urbanas respondem por 50% da oferta, sendo a outra metade ofertada em linhas estruturais, predominantemente nas linhas de eixo, com 45% das viagens.

Na média, nos dias úteis são ofertadas aproximadamente 14,6 mil viagens. Nos sábados, 11,2 mil e nos domingos 9,0 mil viagens.

A rodagem média mensal é de 8.712.235 km.

A frota patrimonial atual do conjunto das concessionárias é de 1.478 ônibus, sendo igual a 1.354 ônibus, nos dias úteis, a frota operacional.

Fonte: RMTC 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Terminal Urbano é patrimônio social

25/09/2010 - TCA

A demolição de ala sul do Terminal Urbano para visibilizar o prédio da antiga Estação Ferroviária, pretendida pelo Ministério Público com fundamento na lei de preservação do patrimônio histórico, é uma ameaça à acessibilidade e à qualidade de vida da população, à fluidez de todo o sistema de transporte e ao desenvolvimento da cidade. Enquanto o Museu Histórico “Zeca Batista” registrou apenas 498 visitas em todo o mês de agosto de 2010, mais de 2 milhões de pessoas passaram no mesmo período pelo terminal. O bom senso recomenda a adoção de projetos alternativos para visibilizar o prédio da antiga estação e facilitar o acesso do enorme público que usa o transporte coletivo, da população em geral e dos visitantes ao futuro Museu do Transporte. Uma postura cívica e humanística para se promover a restauração, a conservação e a manutenção do patrimônio histórico, sem a destruição do patrimônio social.

Local estrátegico para a integração

Não imagine o trânsito sem o transporte coletivo nem o centro sem o Terminal Urbano. Quem parar para pensar e embarcar em raciocínio lógico entenderá porque o ônibus é a solução para o trânsito e o terminal deve ser localizado no coração da cidade. Estatísticas revelam que um ônibus substitui 50 carros nas ruas, o que vale dizer que se os 190 veículos da TCA não circularem pelas principais artérias do centro, mais 9.500 automóveis particulares estarão disputando espaço somente no quadrilátero próximo ao terminal. Nada menos que 500 carros, a mais, por quarteirão.

A localização estratégica e ideal do terminal foi definida em pesquisas de intenção de viagem e de origem-destino e apesar do surgimento de pólos urbanos regionais, linhas bairro a bairro, sem integração no terminal, ainda são deficitárias. Alterações no sistema radial – todas as linhas convergindo para o centro - implicariam em correção tarifária pelo IPK - índice de passageiros por quilometro – previsto na planilha do transporte coletivo.

Colapso no trânsito seria inevitável

A proposta de transferência de uma ala do Terminal Urbano para o Terminal Rodoviário seria desastrosa sob dois aspectos: a criação de uma linha circular entre as duas estações e o inevitável terceiro embarque para se fazer a integração. Nem mesmo a construção imediata de trincheiras evitaria o colapso do trânsito no eixo estrutural da Avenida Brasil e em todo o centro da cidade, um flagelo para quem usa o carro ou o ônibus e um desastre para a economia da cidade, que vive e se desenvolve pelas vias do transporte.

Com o advento do Passe Temporal para reembarque em qualquer ponto da cidade, tecnologia que está sendo implantada pela TCA, haverá acentuada diminuição da integração dentro do Terminal Urbano – cerca de 30 por cento - não o bastante para ser aceitável a demolição da ala sul. Por conta do vertiginoso crescimento da cidade e do aumento da demanda de deslocamentos, enquanto o centro da cidade for o destino preferencial da maior parte da população, o terminal será intocável, a despeito do rigor da lei, cujo princípio é servir a sociedade.

Qualidade máxima, violência zero

Construído pela TCA e incorporado ao patrimônio do Município, o Terminal Urbano centraliza a integração de todas as linhas e a perfeita logística do sistema de transporte coletivo urbano local. Destaca-se pelo conforto disponibilizado à população; pela organização do pequeno comércio varejista modelar ali instalado; pela sinalização de todas as linhas e horários nas plataformas de embarque, para orientação dos clientes, especialmente visitantes; pela limpeza e pela segurança, apesar de ser o local mais movimentado da cidade. O índice de violência zero no terminal é garantido pela vigilância 24 horas e pela ação conjunta da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Juizado de Menores e da Postura Municipal.

Já em 1998, quando foi construída a nova ala do terminal, o quantitativo de usuários e ônibus exigia a criação de mais baias para atender a demanda do sistema e racionalizar o fluxo interno e o intenso movimento na Praça Americano do Brasil. A medida acabou com o congestionamento do trânsito nas entradas do terminal, o que voltará a acontecer na proporção do crescimento da frota atual de 180 mil veículos. Se a demanda exigiu a ampliação, há 12 anos, por necessidade pública, é inadmissível imaginar a demolição por imposição de lei desproporcional.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Licitação do BRT Eixo Norte-Sul será lançada entre 30 e 60 dias, diz Paulo Garcia 20/08/2012 - Tribuna do Planalto Um dos grandes problemas da Capital é relacionado às questões de trânsito e transporte coletivo. Que projetos o sr. tem para a próxima gestão no sentido de reduzir este problema? Mobilidade urbana é um grande problema que toda a grande cidade brasileira e mundial. Isso não é uma exclusividade nossa. Goiânia fará 79 anos no próximo mês de outubro, eu estou administrando a cidade há somente dois anos e cindo meses. Dou um exemplo palpável: se nos dirigirmos ao centro de Goiânia, que é tombado pelo patrimônio histórico, as avenidas Araguaia e Tocantins foram construídas no final da década de 30. Elas têm a mesma largura desde aquela época e teríamos muita dificuldade em aumentá-las. Naquela época, devíamos ter em Goiânia dez carros, hoje temos mais de um milhão de veículos. Milhares de carros transitam pelas duas avenidas diariamente. O poder público, naturalmente, como gestor tem que atuar apresentando alternativas e como fator indutor. Algumas delas nós já fizemos e outras planejamos fazer. Uma delas é o chamado Corredor Universitário, que está inserido no Plano Diretor. Houve questionamentos neste sentido. Adversários do sr. alegaram que a prefeitura teria realizado, dos corredores possíveis, o único que não está previsto pelo Plano Diretor. É candidato que não conhece a cidade de Goiânia, não conhece a legislação e não mostra preparo para administrar a cidade. O Corredor Universitário está previsto no Plano Diretor no seu Artigo 29, no Anexo 22, no seu Artigo 12. Ele faz parte do chamado Corredor T-9 e, dentre as avenidas que compõem este corredor, que é um corredor viário regional, está a Avenida Universitária. Nós o fizemos porque ele liga dois polos de concentração e dispersão de usuários do transporte coletivo. A finalidade mais importante dos corredores é o atendimento e atenção ao transporte de massa. Naquela região, entre a Praça Cívica e a Praça da Bíblia, passam mais de 20 linhas. Foi por isso que ela foi escolhida, por motivos técnicos, não foi o prefeito que escolheu isoladamente. Além disso, já recebi o projeto de extensão daquele corredor pela Avenida T-7 até o Terminal Bandeiras, então, vamos dar prolongamento aos 102 quilômetros previstos de corredores exclusivos. Outro projeto é o do BRT, Veículo Rápido sobre Rodas, que cruza a cidade de Norte a Sul em toda a sua extensão. Este projeto, inicialmente, estava previsto para ser licitado em maio. Ocorreu um atraso neste processo? Como é uma licitação internacional, é um financiamento externo que precisa de aprovações legais das casas parlamentares e envolve recursos da união, há toda uma tramitação burocrática que às vezes foge do nosso controle. Mas estamos em um momento oportuno de apresentar este edital de licitação à praça. Acredito que isto ocorrerá nos próximos 30, no mais tardar, 60 dias. Uma obra prevista para ser concluída do Terminal Cruzeiro do Sul até o Recanto do Bosque em aproximadamente 15 meses. Um de seus adversários, Jovair Arantes, nesta questão de mobilidade urbana, tem falado repetidas vezes que a cidade está “infartada, entupida”. É isso mesmo? Eu percebo um rancor muito forte em alguns dos meus adversários. Quase que um ódio introjetado no coração. Não sei se essa é uma característica própria deles ou se eles vivem algum momento de dificuldade, de superação de obstáculos. Eu sou uma pessoa feliz, sou uma pessoa que se considera abençoada por Deus. Eu tenho a honra de administrar a cidade onde eu nasci. Afirmam que Goiânia não é a capital brasileira com maior qualidade de vida, eu acho que isso é quase um tapa no rosto de cada homem e cada mulher deste município, que construíram com muito esforço a beleza da nossa cidade. É lógico que ela tem problemas. Toda a região que se desenvolve rapidamente e é metrópole regional tem uma vida dinâmica e precisa superar obstáculos diariamente. Não há obra pronta e acabada quando se pensa em espaço urbano. Mas eu não penso como meus adversários. Acho que podemos afirmar a todos, e isso é motivo de orgulho de todos e todas goianienses, que vivemos na capital brasileira com melhor qualidade de vida. Eu não sei porque eles são tão rancorosos, porque carregam tanto ódio no coração. Em 2008, a chapa de Iris e do sr. fez compromisso de construir alguns viadutos, na Avenida Perimetral e na Marginal Botafogo com a Avenida A, que vai para o Serra Dourada. Como estão estes projetos? Nosso orçamento é limitado e nós precisamos fazer escolhas em áreas fundamentais e que sejam emergenciais. Um dos viadutos que nós estamos licitando agora é aquele viaduto que vai ligar o Jardim Goiás ao Novo Mundo, porque é fundamental que haja uma ligação entre a região central da cidade e a região leste. É um dos gargalos de mobilidade na nossa cidade. Eu fui o primeiro prefeito a mexer no ramo leste da Avenida Leste-Oeste. Existe outra obra, que deverá ser uma das primeiras a serem realizadas, que é ali no cruzamento entre a Avenida Goiás Norte e a Avenida Perimetral. Ali passa o BRT (Corredor de ônibus Norte-Sul) e tem um grande fluxo de carros. Agora vai ter ali um novo shopping. Mas para esta obra, nós precisamos de uma liberação do Dnit, porque a Perimetral, segundo a legislação, é considerada BR-060. Ali na região do Serra Dourada, entre a Avenida A e a Avenida E, nós temos a previsão de dois viadutos e uma passagem de nível. O projeto já está pronto, o edital está sendo confeccionado e deverá ser apresentado em breve. É uma das nossas necessidades para que nós retiremos toda a sinalização semafórica na Marginal Botafogo.

20/08/2012 - Tribuna do Planalto

Um dos grandes problemas da Capital é relacionado às questões de trânsito e transporte coletivo. Que projetos o sr. tem para a próxima gestão no sentido de reduzir este problema?

Mobilidade urbana é um grande problema que toda a grande cidade brasileira e mundial. Isso não é uma exclusividade nossa. Goiânia fará 79 anos no próximo mês de outubro, eu estou administrando a cidade há somente dois anos e cindo meses. Dou um exemplo palpável: se nos dirigirmos ao centro de Goiânia, que é tombado pelo patrimônio histórico, as avenidas Araguaia e Tocantins foram construídas no final da década de 30. Elas têm a mesma largura desde aquela época e teríamos muita dificuldade em aumentá-las. Naquela época, devíamos ter em Goiânia dez carros, hoje temos mais de um milhão de veículos. Milhares de carros transitam pelas duas avenidas diariamente. O poder público, naturalmente, como gestor tem que atuar apresentando alternativas e como fator indutor. Algumas delas nós já fizemos e outras planejamos fazer. Uma delas é o chamado Corredor Universitário, que está inserido no Plano Diretor.

Houve questionamentos neste sentido. Adversários do sr. alegaram que a prefeitura teria realizado, dos corredores possíveis, o único que não está previsto pelo Plano Diretor.

É candidato que não conhece a cidade de Goiânia, não conhece a legislação e não mostra preparo para administrar a cidade. O Corredor Universitário está previsto no Plano Diretor no seu Artigo 29, no Anexo 22, no seu Artigo 12. Ele faz parte do chamado Corredor T-9 e, dentre as avenidas que compõem este corredor, que é um corredor viário regional, está a Avenida Universitária. Nós o fizemos porque ele liga dois polos de concentração e dispersão de usuários do transporte coletivo. A finalidade mais importante dos corredores é o atendimento e atenção ao transporte de massa. Naquela região, entre a Praça Cívica e a Praça da Bíblia, passam mais de 20 linhas. Foi por isso que ela foi escolhida, por motivos técnicos, não foi o prefeito que escolheu isoladamente. Além disso, já recebi o projeto de extensão daquele corredor pela Avenida T-7 até o Terminal Bandeiras, então, vamos dar prolongamento aos 102 quilômetros previstos de corredores exclusivos. Outro projeto é o do BRT, Veículo Rápido sobre Rodas, que cruza a cidade de Norte a Sul em toda a sua extensão.

Este projeto, inicialmente, estava previsto para ser licitado em maio. Ocorreu um atraso neste processo?

Como é uma licitação internacional, é um financiamento externo que precisa de aprovações legais das casas parlamentares e envolve recursos da união, há toda uma tramitação burocrática que às vezes foge do nosso controle. Mas estamos em um momento oportuno de apresentar este edital de licitação à praça. Acredito que isto ocorrerá nos próximos 30, no mais tardar, 60 dias. Uma obra prevista para ser concluída do Terminal Cruzeiro do Sul até o Recanto do Bosque em aproximadamente 15 meses.

Um de seus adversários, Jovair Arantes, nesta questão de mobilidade urbana, tem falado repetidas vezes que a cidade está “infartada, entupida”. É isso mesmo?

Eu percebo um rancor muito forte em alguns dos meus adversários. Quase que um ódio introjetado no coração. Não sei se essa é uma característica própria deles ou se eles vivem algum momento de dificuldade, de superação de obstáculos. Eu sou uma pessoa feliz, sou uma pessoa que se considera abençoada por Deus. Eu tenho a honra de administrar a cidade onde eu nasci. Afirmam que Goiânia não é a capital brasileira com maior qualidade de vida, eu acho que isso é quase um tapa no rosto de cada homem e cada mulher deste município, que construíram com muito esforço a beleza da nossa cidade. É lógico que ela tem problemas. Toda a região que se desenvolve rapidamente e é metrópole regional tem uma vida dinâmica e precisa superar obstáculos diariamente. Não há obra pronta e acabada quando se pensa em espaço urbano. Mas eu não penso como meus adversários. Acho que podemos afirmar a todos, e isso é motivo de orgulho de todos e todas goianienses, que vivemos na capital brasileira com melhor qualidade de vida. Eu não sei porque eles são tão rancorosos, porque carregam tanto ódio no coração.

Em 2008, a chapa de Iris e do sr. fez compromisso de construir alguns viadutos, na Avenida Perimetral e na Marginal Botafogo com a Avenida A, que vai para o Serra Dourada. Como estão estes projetos?

Nosso orçamento é limitado e nós precisamos fazer escolhas em áreas fundamentais e que sejam emergenciais. Um dos viadutos que nós estamos licitando agora é aquele viaduto que vai ligar o Jardim Goiás ao Novo Mundo, porque é fundamental que haja uma ligação entre a região central da cidade e a região leste. É um dos gargalos de mobilidade na nossa cidade. Eu fui o primeiro prefeito a mexer no ramo leste da Avenida Leste-Oeste. Existe outra obra, que deverá ser uma das primeiras a serem realizadas, que é ali no cruzamento entre a Avenida Goiás Norte e a Avenida Perimetral. Ali passa o BRT (Corredor de ônibus Norte-Sul) e tem um grande fluxo de carros. Agora vai ter ali um novo shopping. Mas para esta obra, nós precisamos de uma liberação do Dnit, porque a Perimetral, segundo a legislação, é considerada BR-060. Ali na região do Serra Dourada, entre a Avenida A e a Avenida E, nós temos a previsão de dois viadutos e uma passagem de nível. O projeto já está pronto, o edital está sendo confeccionado e deverá ser apresentado em breve. É uma das nossas necessidades para que nós retiremos toda a sinalização semafórica na Marginal Botafogo.

istema BRT de Goiânia chamado de "Corredor Goiás Norte/Sul" será implantado em janeiro de 2015

S01/07/2012 - Setransp-GO e Caderno Técnico de BRT - NTU

O sistema BRT de Goiânia chamado de “Corredor Goiás Norte/Sul” tem como objetivo criar redes de eixos de transportes que estejam integrados à rede existente. A concepção do sistema prevê a implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo por ônibus e a substituição da frota atual por veículos de maior capacidade.

A otimização da operação nos corredores será garantida, com a cobrança de tarifa antecipada, construção de estações com plataforma elevada (facilitando o acesso aos veículos), e adoção de uma nova logística operacional, com serviços de linhas expressas e semiexpressas.

Para o corredor de BRT da cidade está previsto o investimento de R$274 milhões. A maior parte dos recursos terá como fonte o governo federal, por meio do PAC da Mobilidade (R$ 98 milhões). Como contrapartida o governo municipal irá dispor de R$95 milhões. Ainda não há estimativa de valores para desapropriações.

O corredor irá operar junto ao canteiro central e será de uso exclusivo dos veículos ônibus. Nele irão operar linhas paradoras e semiexpressas em um sistema troncal, que utilizarão 82 veículos (30 articulados 52 convencionais/padron). As estimativas são de que 20 mil passageiros serão transportados na hora pico.  

Com o novo sistema o tempo de viagem será reduzido. Os veículos, por estarem em vias exclusivas e com controle informatizado, passarão a ter velocidade de 24 km/h, hoje eles operam com 21 km/h. O tempo de espera dos veículos nas estações também será menor. A prioridade de circulação dos ônibus em cruzamentos no corredor será feita com a implantação de um controle semafórico.

O Centro de Controle e Monitoramento será responsável pelo controle dos horários das viagens nos terminais, supervisão da operação das linhas, entre outras atividades de inspeção operacional. Haverá, ainda, o serviço de informação eletrônica aos passageiros.

Status do BRT
Projeto básico/executivo  Em elaboração do projeto básico
Edital de licitação  Aguardando finalização do projeto básico
Obras  Sem previsão
Início da operação  Previsto para janeiro/2015

FICHA TÉCNICA
Nome do BRT  Corredor Goiás Norte/Sul
Bairro/Cidade/UF Goiânia/GO
Extensão (Km)  21,7 km
Capacidade 20 mil pessoas por dia
Frota operacional 82 veículos (30 articulados 52 convencionais/padron)
Estimativa de atendimento 12 mil passageiros/hora/pico/sentido
Características do serviço/estações   32 estações de embarque e desembarque
Terminais de integração (quantidade)  6 Terminais (Cruzeiro, Correios, Isidória, Rodoviária, Perimetral e Recanto do Bosque)
Benefícios Aumento da velocidade operacional, maior oferta de viagens, serviço de atendimento expresso terminal x terminal x Região Central, opção de ultrapassagens, maior segurança, Monitoramento 24 horas, Maior conforto e qualidade no serviço oferecido
Custo R$ 274 milhões
Fonte de custeio   PAC Mobilidade Grandes Cidades e contrapartidas
Quanto já foi investido  -
Consórcio Sem definição.