terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Goiânia: 65 lotes serão desapropriados para construção do BRT Norte-Sul

11/12/2013 - O Popular

A obra do Corredor Goiás BRT Norte-Sul, nome dado pela Prefeitura de Goiânia ao Bus Rapid Transit, vai implicar na desapropriação parcial e integral de 65 propriedades, ao custo avaliado previamente de R$ 16,2 milhões. Dessas, 55 estão na capital e 10 em Aparecida de Goiânia, equivalendo juntas a mais de 27,5 mil metros quadrados . O prefeito Paulo Garcia (PT) assinou o Decreto nº 4.978, publicado ontem no Diário Oficial do Município, autorizando o início das intervenções e o repasse dos valores avaliados para os proprietários de cada área. A previsão é que o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela (PMDB), faça o mesmo nas próximas semanas.

O BRT vai ligar a Região Sul de Aparecida à Região Norte de Goiânia, estendendo-se entre os Terminais Cruzeiro e Recanto do Bosque, numa dimensão de 22 quilômetros. A obra, ainda não licitada, custará em torno de R$ 390 milhões e deve ser iniciada, na melhor das hipóteses, entre abril e maio do próximo ano. O dinheiro será repassado pelo governo federal no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento Mobilidade Grandes Cidades (PAC 2). A despesa das desapropriações será paga pelas prefeituras, com verbas já previstas no orçamento de 2014.

O decreto assinado por Paulo Garcia relaciona os proprietários, cujas áreas sofrerão interferências. Em fevereiro deste ano, a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) fez uma primeira avaliação de impacto e áreas que seriam afetadas. A previsão era de que 470 propriedades sofressem intervenções, resultando em R$ 27,9 milhões de custo. Há 30 dias, um novo estudo foi feito e a quantidade de áreas reduziu. "Redimensionamos o trecho a ser ocupado pelo BRT e, com isso, conseguimos retirar da relação muitos terrenos que sofreriam desapropriações pequenas de 18, 20 metros quadrados. Isso diminuiu o valor também", explica Benjamin Kennedy, engenheiro de Planejamento e Obras da CMTC e coordenador de Implantação do BRT.

A forma de pagamento varia entre indenizações e desapropriações. A primeira será paga para aqueles, cujos terrenos estão irregulares, frutos de invasão, sem títulos de domínio e a segunda vale para quem está como a documentação em dia. O procurador geral do Município, Carlos de Freitas, explica que a comunicação por meio de decreto já vale como aviso para essas pessoas. "Eles já estão tecnicamente expropriados. A utilidade pública da propriedade privada já foi atestada. Vamos tentar fazer todos os acordos de maneira amigável, mas, nos que não for possível, será solicitado o mandado judicial. É um negócio meio truculento, mas é assim que funciona, porque o interesse social se sobrepõe ao individual", diz.

Nos próximos dias, a Comissão de Avaliação Imobiliária do Município fará o contato oficial com os proprietários. Dentre eles, o único que já foi avisado, segundo Benjamin, foi o Buriti Shopping, que perderá uma parte pequena de um terreno que está sendo preparado para expansão do shopping. A assessoria de comunicação da prefeitura de Aparecida de Goiânia informou que as 10 áreas a seres atingidas no município sofrerão mudanças mínimas, sendo a maioria recuo de calçadas, somente. Juntas, elas equivalem a 1.782,72 metros quadrados - apenas 6,4% do total.

O secretário de Planejamento de Aparecida, Afonso Boaventura, concluiu ontem o estudo dos imóveis que serão afetados na cidade. Ele enfatizou que os ajustes serão pontuais, o que ficou claro, inclusive, no texto do anexo publicado junto do decreto no Diário Oficial.

Apesar da concentração de polos de atração de tráfego de veículos e pessoas, a faixa de domínio permite a implantação do corredor sem grandes alterações. O estudo será encaminhado hoje para a Secretaria de Governo e Integração Institucional. O titular da pasta, Euler de Morais, declarou que o projeto é prioridade e vai dar andamento o mais rápido possível para que Maguito Vilela também assine o decreto.

Mais um trecho pode ser acrescentado

A ideia do projeto do BRT envolve ainda um outro trecho que deve ser feito futuramente e não foi incluído no decreto publicado pela Prefeitura de Goiânia. Trata-se da expansão do corredor do Terminal Cruzeiro até o Terminal Veiga Jardim, em Aparecida. A extensão é de 5,1 quilômetros e falta avaliar o impacto e quais propriedades serão afetadas. A prefeitura da cidade já está pleiteando verba federal para estender a obra e completar a ideia original de 27 quilômetros de corredor, ao todo.

Dentre as desapropriações, Benjamin Kennedy destaca que serão necessárias poucas demolições. "Algumas na Avenida Oriente, no Setor Morada do Sol, e outras três em Aparecida, entre as Ruas Indé e Uru, no Setor dos Afonsos", pontua. Ele cita ainda o caso do Colégio Estadual Parque Amazônia, que também será afetado e, provavelmente, terá que mudar de lugar, porque parte precisará ser derrubada. A escola é estadual, mas o terreno é municipal. O impasse deverá ser resolvido entre a prefeitura e o governo estadual.

O BRT será operado pela Rápido Araguaia e pela HP, empresas concessionárias do transporte coletivo e cujo contrato foi assinado em 2007. A previsão é que seja utilizada uma frota de 88 veículos, sendo 28 ônibus articulados, no mesmo formato do Eixo Anhanguera e 60 convencionais. A aquisição deles é de responsabilidade das empresas. Em outubro, O POPULAR mostrou que vinte empresas concentradas em 11 concorrentes demonstraram interesse em executar a obra do BRT, conforme os registros feitos no período de pré-qualificação. Assim que o processo licitatório for feito, a estimativa é de que em 45 dias a obra seja iniciada.

Fonte: O Popular

domingo, 8 de dezembro de 2013

Goiânia: Extensão do Eixo Norte-Sul 3 será inaugurada nesta quarta-feira (11)

08/12/2013 - Blog Rede Integrada

Mais uma extensão do Eixo Norte-Sul 3 será inaugurado no próximo dia 11/12 em Aparecida. O trecho que vai do Anel Vário até a Avenida Odorico Nery, na entrada da Vila Maria. A via, que é nova na região, possui 1.100 metros de extensão, custou aproximadamente R$ 7,9 milhões e integra as obras do Eixo NS03, um projeto da gestão de Maguito Vilela. Além da pavimentação, foram construídas galerias pluviais, rede de esgoto e uma ponte de 30 metros sobre o córrego Santo Antônio.

O NS03, assim como os Eixos NS01 e NS05, faz parte de um amplo projeto de Mobilidade Urbana que abrange todas as regiões de Aparecida. No caso do Eixo NS03, o objetivo principal é aliviar o trânsito na BR-153 e ligar o Centro de Aparecida até a Avenida São Paulo, passando pela Vila Maria e Jardim Bonanza. "Além de desafogar o trânsito na BR, será uma via rápida que levará o aparecidense ao trabalho com fluidez e agilidade", conta o Secretário de Controle Interno, André Luiz Ferreira.

A liberação do trecho do eixo NS03 contará com a presença da representante da Corporação Andina de Fomento (CAF) Brasil, Moira Paz-Estenssoro.

Estruturais

Também estão em andamento no município as obras do Eixo NS01 e NS05. O primeiro, com mais de 13,5 km de extensão, está com 80% das obras drenagem concluídas e fará a interligação do Setor Santa Luzia, a partir da Avenida Bela Vista e W-1 à região industrial (DIMAG e DAIAG) e ao novo Campus da UFG, em Aparecida.

As obras do eixo NS05 estão na fase de implantação de galerias e rede de esgoto. O eixo beneficiará a região oeste de Aparecida interligando setores como Cardoso, Cidade Vera Cruz, Estrela do Sul e Jardim Helvécia, ao Anel Viário e à Avenida Rio Verde.

"É um atalho e oferece uma avenida com conforto, segurança até chegar ao nosso destino que é o comércio na avenida Rio Verde", ressalta o comerciante Alessandro Murray. O investimento para a construção dos Eixos Estruturantes é de mais de R$78 milhões.

Fonte: A Redação

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Avançar mais

08/10/2013 - O Popular - GO

EDITORIAL

A implantação de corredores preferenciais para ônibus apenas começou em Goiânia, mas nos dois únicos trechos onde o sistema já funciona constata-se que a velocidade dos veículos aumentou consideravelmente. Assim, embora ainda existam reclamações, especialmente com relação ao curto trecho dos corredores, como mostrou reportagem publicada ontem neste jornal, há também o reconhecimento de que se trata de um avanço.

Estudiosos de mobilidade urbana são unânimes em alertar para a necessidade de priorizar o transporte coletivo. Mas nem é preciso ser especialista para perceber que essa prioridade, com consequente desestímulo ao uso individual de veículos, é a saída para diminuir os congestionamentos no trânsito e favorecer os deslocamentos na cidade. Com isso, combate-se também outro problema que se agrava: a escassez de vagas para estacionar.

A diminuição de carros e motocicletas em circulação, revertendo a tendência atual, também representará menor poluição sonora e atmosférica.

Há muito a ser feito, além de investir em corredores preferenciais para o transporte coletivo. Persiste entre usuários a reclamação quanto a atrasos, superlotação e o desconforto de ônibus velhos. E sem melhorar a qualidade do serviço, dificilmente ele conquistará adeptos.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Corredor Goiás- BRT Norte/Sul terá 22,7 km de extensão

28/08/2013 - Diário da Manhã

O Corredor Goiás-BRT Norte-Sul vai sair do papel. O edital de pré-qualificação de empresas interessadas em executar as obras deste corredor exclusivo para ônibus já está disponível no site da Prefeitura de Goiânia pelo endereço eletrônico: http://www.goiania.go.gov.br. Este certame antecipa uma das etapas existentes em processos de licitação, e vai refletir em ganho de tempo para a efetiva concorrência pública que definirá a empresa responsável pelas obras.

De acordo com o engenheiro e coordenador de Programas de Transporte da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Benjamin Kennedy Machado, essa pré-qualificação veio em boa hora porque reduz o tempo para a escolha e contratação da empresa qualificada. "Esta alternativa é sempre utilizada para a execução de grandes obras. De fato, estaremos adiantando uma fase do processo para a execução das obras", explica o coordenador.

A partir do lançamento do edital de pré-qualificação, as empresas interessadas terão 30 dias para o envio de toda a documentação exigida. Findado esse prazo, será feita a abertura dos envelopes. "Nessa mesma data, após os 30 dias para a entrega e formalização de documentos, os nomes das empresas pré-qualificadas serão divulgados", adianta Kennedy que também informa: "O projeto executivo do Corredor Goiás está em fase de desenvolvimento e balizará o lançamento do edital de concorrência para a execução das obras."

As obras têm custo estimado em R$ 310 milhões, R$ 210 milhões do PAC 2 – Grandes Cidades/Programa Pró-transportes, e R$ 100 milhões do Banco de Desenvolvimento da América Latina. O Corredor Goiás - BRT Norte/Sul terá 22,7 km de extensão, contará com seis terminais de integração e 36 estações de embarque e desembarque. O trecho será exclusivo, com canaleta central destinada à operação do transporte coletivo. Ele será operado por ônibus articulados que terão velocidade entre 25 e 30 km/h. Hoje, a média é de 14 km/h. O corredor será equipado com sensores e câmeras de monitoramento, que vão funcionar 24 horas por dia.

ITINERÁRIO

O itinerário do corredor compreenderá os seguintes trechos: Avenida Rio Verde, Avenida 4ª Radial, Avenida 1ªRadial, Rua 90, Praça do Cruzeiro, Rua 84, Rua 82 (Praça Cívica), Avenida Goiás, Avenida Goiás Norte, Avenida Horácio Costa e Silva, Avenida Genésio de Lima Brito, Avenida dos Ipês, Avenida Lúcio Rebelo, Rua Oriente e Avenida Mangalô.

As obras do corredor terão início no Terminal de Integração Cruzeiro do Sul, localizado na Avenida Rio Verde, no Parque Amazônia (divisa com Aparecida de Goiânia), região sudoeste de Goiânia. A construção do trecho seguirá até o Terminal de Integração Recanto do Bosque, na Avenida Mangalô, no bairro homônimo, localizado na região noroeste.

Para o presidente da CMTC, Ubirajara Alves Abbud, o transporte coletivo de Goiânia vivencia um momento importante. Abbud defende que o serviço de transporte público precisa de planejamento e investimentos. "O BRT foi uma decisão do prefeito Paulo Garcia em investir na maior obra de transporte coletivo para Goiânia nos últimos 30 anos. Apostar em corredores exclusivos e preferenciais para ônibus traz mudanças de comportamento e toda a cidade é beneficiada", resume Abbud.

"Pensar a mobilidade urbana é pensar a melhor forma de garantir o acesso das pessoas aos mais distintos locais da cidade, de modo mais eficiente em termos econômicos, sociais e ambientais. O Corredor Goiás- Norte/Sul é mais um passo da administração municipal na garantia aos direitos básicos de mobilidade do cidadão, afirma o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia.

Por Helton Lenne
Informações: Diário da Manhã

sábado, 8 de junho de 2013

07/06/2013 - G1 GO

Prefeito de Goiania anuncia bilhete único para embarques de ônibus em até 2 horas


O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, anunciou o programa Ganha Tempo, que consiste na adoção de bilhete único para o transporte coletivo da capital, nesta sexta-feira (7). A novidade começa a valer na segunda-feira (10), mas só para que tem os Cartões Passe Fácil, Integração e Passe Escolar.

Com uma passagem, o usuário poderá fazer até três embarques em duas horas, em qualquer uma das quase 6 mil paradas de ônibus da capital. Atualmente, essa integração só pode ser feita em um dos 19 terminais. O Sit Pass não será alterado, continuando a valer apenas para um embarque. "Estamos promovendo uma significativa melhoria na qualidade de vida dos usuários", declarou o prefeito.

A medida foi tomada após mais um protesto contra o reajuste da tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,70 para R$ 3 no último dia 22 de maio. No entanto, não foi anunciada nenhuma alteração no preço da passagem.

Reajuste

Um novo valor da tarifa de ônibus deve ser divulgado na próxima terça-feira (11), quando se encerra o prazo para a análise do impacto das últimas reduções de impostos federais no preço da passagem. Uma comissão com representantes do Ministério Público (MP-GO), da Procuradoria da prefeitura de Goiânia e dos Procons estadual e municipal está estudando os itens da planilha de custos da empresa concessionária do transporte público e do contrato de concessão.

Para o prefeito Paulo Garcia, não houve erro no cálculo da tarifação. "A redução de preço na compra de qualquer produto que faz parte das nossas necessidades individuais do nosso dia-a-dia é um objetivo que deve ser perseguido por todos nós. Nem sempre é possível, mas sempre é desejada. Existem planilhas técnicas que determinam os valores necessários para o funcionamento mínimo de qualquer atividade, de qualquer cadeia produtiva. Não, necessariamente, o meu desejo individual pode ser alcançado".

Enquanto a redução não acontece, o Procon Goiás continua com o pedido na Justiça para que o valor da tarifa volte ao preço anterior."O valor deve retornar ao menor até que tudo isso seja estudado, discutido e chegado em um acordo", ressalta a superintendente do Procon, Darlene Araújo. Já o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar o caso.

Indignados com o reajuste, estudantes têm promovido uma série de manifestações. Até esta sexta-feira (7), foram cinco protestos. Inclusive, em um deles, treze ônibus foram depredados e 24 pessoas acabaram detidas.

A manifestação mais recente aconteceu na tarde de quinta-feira, quando estudantes interditaram ruas, queimaram pneus, lançaram bombas caseiras e quebraram os vidros de um carro da polícia. "A gente está reivindicando que esse aumento seja cancelado porque já foi comprovado, tecnicamente, que ele é abusivo", disse a estudante Alaíne Rodrigues. Eles também reclamam da má qualidade no serviço de transporte coletivo da capital.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Anápolis: Corredores para ônibus têm verba de R$ 73 milhões

24/05/2013 - Jornal Contexto

Recursos conseguidos junto ao Governo Federal, com a contrapartida do Município, estão assegurados para a implantação dos corredores exclusivos e prioritários para o transporte coletivo em Anápolis. De início, serão seis avenidas, todas elas, de grande fluxo no tráfego e que ao seu tempo, permitirão melhor qualidade no transporte de massas, uma necessidade urgente do Município, tendo em vista o acelerado crescimento econômico, com o aumento da população economicamente ativa e, com isso, o acúmulo de veículos nas principais vias de acesso ligando os bairros mais populosos à região central da Cidade.

De acordo com a Diretora de Transportes da CMTT, Fernanda Mendonça, são, a princípio, R$ 73 milhões liberados para o começo das obras. As avenidas São Francisco; JK; Pedro Ludovico; Universitária, Brasil e Fernando Costa/Kennedy, foram escolhidas para esta primeira etapa do projeto, tendo em vista receberem o maior fluxo de veículos diariamente na Cidade. Para a Diretora, é um trabalho de médio e longo prazos, mas os primeiros resultados já serão observados em breve, notadamente na Avenida Brasil Sul. A ideia é prolongar-se o corredor prioritário do transporte coletivo já existente ali, até à conexão com o Distrito Agro Industrial de Anápolis. A parte Norte da Avenida vai ser, também, urbanizada de forma a receber o corredor exclusivo, só que, com uma diferença. Este corredor será na faixa central da pista, um projeto bem moderno e que deixará aquela região de Anápolis com um sistema otimizado de transporte de massas.

Projeto global

A implantação do sistema de corredores para o transporte coletivo em Anápolis permitirá, ainda, a abertura de ciclovias e, de pistas para pedestres em diferentes trechos. Todo o sistema, entretanto, será ancorado pela Avenida Brasil, considerada o principal eixo econômico de Anápolis, pois, além de cortar a Cidade de ponta a ponta, ela tem às suas margens milhares de estabelecimentos comerciais, industriais e prestacionais de serviços, além dos poderes constituídos (Prefeitura, Câmara Municipal e Fórum Municipal), motivos suficientes para colocá-la como a via pública mais importante da Cidade. Com um sistema funcional de trânsito, a Avenida Brasil pode ser a redistribuidora natural do tráfego em toda a região central de Anápolis.

No entendimento da CMTT, com o sistema funcionando a contento, Anápolis entrará para a relação das cidades politicamente corretas no que diz respeito à mobilidade urbana, pois um transporte coletivo rápido e eficiente permite, dentre outras coisas, a diminuição de veículos particulares transitando nas regiões mais afetadas. Em resumo, muita gente vai optar por ir ao trabalho, ou, à escola, utilizando o transporte coletivo.

Ainda, de acordo com a Diretora de Transporte da CMTT, neste primeiro momento, vai ser possível implantar o sistema sem a necessidade da desapropriação de imóveis particulares. O que ocorrerá, dentro da normalidade, é a eventual reintegração de posse de áreas públicas, ocupadas por terceiros. Mesmo assim, são casos esporádicos e que não causarão maiores constrangimentos.

Fonte: Jornal Contexto

sexta-feira, 29 de março de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Goiânia - 1977

Revista Sua Boa Estrela, nº59, 1977.

Extraído do blog "Ônibus Antigos Brasileiros" em 28/03/2013.

domingo, 17 de março de 2013

Corredor Universitário - Mudança melhorou transporte coletivo

17/03/2013 - Jornal Opção

Entregue há cerca de dez meses, a obra do Corredor Uni ver sitário tem sido alvo de reclamações por parcela dos goianienses. A insatisfação, contudo, diz respeito principalmente ao uso do transporte individual. A uma pergunta lançada nas redes sociais sobre como está o trânsito na Avenida Universitária — trecho entre a Praça Cívica e a Praça da Bíblia –, após a realização das obras, percebe-se como se dá essa insatisfação por parte dos internautas, via Facebook: Vannessa Machado: "Andar de carro por lá ficou pior do que já era."

Darlan Braz Oliveira: "Trafegar de carro nesse perímetro, por incrível que possa parecer, piorou e muito. Já havia manifestado esse descontentamento antes."

Rosana Melo: "Melhor passar por vias alternativas."

Rute Guedes: "Tiraram praticamente todas as árvores das calçadas para dar espaço para aquele tanto de radares."

Marco Vieira: "Nos horários de pico continua ruim para os carros. Mas para os ônibus percebe-se facilmente a melhora. Fora dos horários de pico eu não tenho do que reclamar. Trânsito tranquilo tanto pra ônibus quanto para carros. Esses corredores são um primeiro passo para qualquer cidade que queira melhorar o seu trânsito."

Contudo, há quem analise a obra pelo ponto de vista de melhoria do transporte coletivo — principal objeto da mudança —, levando em consideração que alguns internautas são usuários desse tipo de deslocamento e outros fazem uso dos dois meios. Mas entre eles também não há consenso sobre a melhora do trânsito no local. Há quem diga que o deslocamento entre as praças Cívica e Universitária — onde se encontra o maior gargalo de locomoção —, por exemplo, melhorou para os ônibus, mas piorou para o transporte individual, como alguns apontam melhora para ambos.

Luiz Parahyba: "Andar de ônibus ficou melhor, eu pego coletivo duas vezes na semana lá. Melhorou, mas alguns motoristas ainda não aprenderam a circular na via. Além disso, estou sentindo falta dos ciclistas."

Dhiego da Silva Andrade: "Quando saio para beber eu vou de coletivo e a velocidade aumentou sensivelmente. Concordo que para os carros a situação ficou realmente pior, até porque em Goiânia, infelizmente, temos ruas naturalmente pequenas e com o corredor a situação ficou mais tensa. Não existe mais espaço para tantos carros em nossa cidade de ruas estreitas. Porém, se pensarmos na questão de coletividade, melhorou. E mesmo que eu adore dirigir no conforto do meu carro, tenho que dar o braço a torcer, porque matematicamente um número muito maior de pessoas se beneficiou com esse sistema de corredor para ônibus. É a tendência mesmo, haja vista que Goiânia tem que melhorar muito e em pouco tempo seu sistema de transporte público. Eu, que uso tanto o carro como o ônibus, entendo que nosso transporte coletivo é lento, é caro, é desconfortável e definitivamente não é confiável, mas a obra em si [do corredor universitário] tem um conceito ótimo, que é facilitar o trajeto dos ônibus. Porém, para que tenha efeito, é necessário que seja expandido para toda a cidade, aumentada a frota de coletivos, etc.

É horrível ter que ficar esperando inseguro o ônibus, pois o horário varia, ele quase sempre vem lotado. Mas em longo prazo, se tomadas as medidas adequadas, pode vir a se tornar um meio eficaz, rápido e seguro."

Cleber Lemes Brito: "Dirigir lá é um pouco confuso às vezes, principalmente nos pontos de conversão. Mas o trânsito (ao menos nos horários que trafeguei) estava bom. A via está bem sinalizada e limpa, e a área útil bonita, iluminada e funcional."

Diego Stefani: "Vendo pelo lado da coletividade, é de se ficar satisfeito com o transporte coletivo na via. Está rápido e eficiente. Enquanto as pessoas acharem que a 'sua santidade', o carro, for a melhor alternativa, que esse egoísmo da mobilidade é a melhor opção, teremos críticas. As pessoas não têm consciência de que as vias são limitadas, não podem crescer mais. A melhor alternativa sempre foi e será o transporte coletivo. Mas, para uma cultura automobilística solitária que temos, o convencimento da coletividade é difícil. Onde cabem quatro carros, cabendo no máximo 16 pessoas (mas que andam com quatro pessoas mesmo), um ônibus passa com 60 pessoas. Devemos pensar coletivamente."

Carlos Eduardo Sobreira Lessa: "Trabalhei por sete anos na PUC Goiás [Pontifícia Universidade Católica de Goiás], minha mãe ainda trabalha. Passo lá diariamente, e melhorou muito com o corredor! E estou falando como motorista, por isso não sei o ponto de vista de quem usa o transporte coletivo, mas acho que para eles também melhorou. O que acontece é que o ser humano tem mania de sempre achar um culpado, e não assume os próprios erros. O goianiense até hoje não se acostumou a fazer o balão na quadra para fazer conversões à esquerda. Os motoristas também não usam direito o corredor. Só é pego pelos radares quem está errado. No lugar e velocidade certos eu nunca vi ninguém ser multado."

Adriane Vinhal: "As pessoas que circulam com veículos privados ficam chateadas sem motivo, a intenção é fazer com que menos veículos circulem. Menos poluição, menos acidentes, menos estresse. Goiânia precisava destes corredores há bastante tempo. Isso é sustentabilidade! Apoio os corredores assim como também a implementação do VLT."

Dados do consórcio Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia (RMTC), responsável pelo gerenciamento do Corredor Universitário, apontam que houve um ganho na velocidade dos ônibus que fazem o trajeto Praça Cívica-Praça da Bíblia. De acordo com as estatísticas do consórcio, nos horários de pico, a velocidade dos ônibus girava em torno de 10 km/h, mas agora a velocidade da frota fica entre 16 km/h e 18 km/h. Assim, um ônibus que antes demorava dez minutos para andar da Praça Cívica para a Praça Universitária, agora faz o trajeto em cinco minutos. Um ganho de aproximadamente 70% na velocidade.

Para comprovar os dados, a reportagem observou o trânsito no local entre a segunda-feira, 11, e a quinta-feira, 14, entre as 18 e às 19 horas. O repórter desceu de carro do Centro ao Setor Universitário, demorando sete minutos entre a Rua 10 e a Praça Universitária, e estacionpou. Voltou ao ponto de ônibus para tomar alguns e fazer o trajeto compreendido pelo corredor. A observação foi de que, em média, os ônibus nesse horário cumprem os aproximadamente dois quilômetros de trajeto em cinco minutos, levando em consideração os obstáculos que ainda existem, mesmo com a proibição do tráfego de carros e motocicletas pelo corredor preferencial dos ônibus.

No primeiro dia de observação, a reportagem presenciou um acidente envolvendo um micro-ônibus (citybus) e um carro que estava entrando no estacionamento da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). O motorista do coletivo, Florismar Matos, que aguardava a chegada da Agência Municipal de Trânsito (AMT), informou que desde que as obras do corredor ficaram prontas, esses acidentes se tornaram rotineiros, uma vez que na hora do rush há sempre filas de carros que aguardam vaga no estacionamento da universidade e, mesmo com as obras estruturantes realizadas pela instituição, os carros ainda ficam na faixa que deveria ser preferencial para o transporte coletivo.

"O corredor preferencial, feito dessa maneira, à direita da pista, só fez as coisas ficarem piores, pois nós motoristas sempre temos que mudar de faixa para desviar dos carros que ficam aguardando vaga no estacionamento e nessa mudança de faixa os acidentes começaram a se tornar frequentes", declarou o motorista com descontentamento. O mesmo disse o assistente de tráfego Renato Martins Correia. Para ele, esse tipo de acidente se tornou rotina. "Estou atendendo esse tipo de ocorrência quase diariamente e não vai mudar", disse.

Nos dias seguintes, a reportagem notou que é frequente os ônibus encontrarem obstáculos, quase sempre representados por carros que fazem conversão à direita, que é permitido pela legislação. Fora isso, como as faixas de pedestre ficaram distantes dos pontos de ônibus, os pedestres se arriscam atravessando a rua no meio dos carros, o que também atrapalha o andamento do trânsito, como aponta a estudante de Nutrição Esther Luana. "Pego ônibus aqui muito antes dessas obras e vejo que não foi bom eles descerem as faixas de pedestre, pois as pessoas não vão até elas para atravessar a rua e o fazem em qualquer lugar, o que também gera congestionamento", diz a estudante.

E essas falas, apontadas tanto por internautas quanto pessoas entrevistadas in loco, se repetem. Para o motorista Daniel Alencar, é complicado fazer com que os carros precisem pegar a faixa do ônibus, o que acaba gerando acidentes envolvendo os dois veículos. "Eu mesmo presenciei um acidente semelhante. O trânsito está mais difícil para os carros", relata. Já o usuário de transporte público Dário Soares diz que, embora o trânsito tenha melhorado, nos horários de pico ainda há congestionamento. "Eu tenho aula aqui às 17 horas e preciso pegar um ônibus. Nesse horário, o trânsito melhorou, mas nos momentos de pico não muito, o que tem gerado muito congestionamento."

Cleide Fátima, que mora no Jardim das Oliveiras e trabalha na Praça Tamandaré, utiliza os ônibus todos os dias e faz o trajeto completo do Corredor Universitário. Segundo ela, o transporte público no corredor melhorou bastante. "Era um engarrafamento tremendo aqui nesse via, o que agora não tem. O grande problema é na praça, que trava um pouco", relata. O mesmo diz a estudante Ma rineide Oliveira Cunha. "Me lhorou o transporte coletivo aqui, mas para quem anda de carro está terrível."

Entretanto, fica claro que a obra do Corredor Universitário foi realizada para priorizar o transporte coletivo, tendo em vista a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que entrou em vigor em abril do ano passado e tem como uma de suas diretrizes priorizar o desenvolvimento do transporte coletivo público sobre o individual motorizado. Por isso, o projeto é fazer com que Goiânia tenha outros pontos de corredores preferenciais para o transporte coletivo, caso da obra já anunciada na Avenida T-63.

Fonte: Jornal Opção

sábado, 9 de março de 2013

Goiânia: Corredores exclusivos para o transporte coletivo geram reclamação de lojistas, mas otimizam fluxo em até 30%

23/02/2013 - O Hoje

O trânsito de uma das principais avenidas de Goiânia vai passar por modificações, mas, antes mesmo de a obra ser iniciada, as mudanças já causam polêmica. A Avenida T-63 terá corredor preferencial para o transporte coletivo, cujas obras devem começar no próximo mês, e gera insatisfação de comerciantes, que reclamam a perda de estacionamento aos clientes. Mas o ganho próximo a 30% no fluxo do transporte coletivo é utilizado como argumento pela Prefeitura de Goiânia, que ainda planeja outros cinco corredores preferenciais.

Mesmo com comerciantes se dizendo surpreendidos e prometendo bucar a Justiça contra o corredor da T-63, a intervenção já está decidida e a Prefeitura de Goiânia deve anunciar os últimos detalhes do projeto na quarta-feira (27). A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) informa ainda que pelo menos cinco avenidas de fluxo intenso de veículos vão ganhar corredores de ônibus. São elas: Avenida 85, T-7, T-9, 24 de Outubro e Avenida Independência. Na Avenida T-9, o estacionamento pela pista direita foi proibido desde 2012. A decisão também causou revolta dos comerciantes, mas impulsionou o fluxo do transporte coletivo.

Os próximos corredores devem seguir os moldes do implantado no Eixo Universitário. Na época de instalação, houve tumulto no trânsito e a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (AMT) chegou a cancelar as multas emitidas inicialmente pelos radares, instalados para controlar a circulação de veículos na faixa de ônibus.

No entanto, o transtorno inicial resultou em aumento de velocidade do transporte coletivo em até 20,8% na via. Segundo levantamento da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Grande Goiânia (RMTC), no horário de pico vespertino, entre as 17 e 19 horas, uma viagem que demorava 24 minutos para ida e volta, em um trecho de 2,1 quilômetros, caiu para 19 minutos no mesmo ciclo fechado.

No site da RMTC, uma ferramenta indica a média geral de velocidade dos principais trechos do transporte coletivo. Ontem, por volta das 14 horas, a velocidade dos ônibus da Avenida T-63 era considerada lenta, com média de apenas 15 km/h. No início da noite, os veículos públicos atingiam a média, considerada moderada, de 25 km/h.

A coordenadora técnica do Fórum de Mobilidade Urbana de Goiânia, Erika Cristine Kneib, sustenta que o corredor preferencial melhora sensivelmente a velocidade do ônibus. "O congestionamento dos veículos em geral atrapalha muito o transporte coletivo. Isso diminui a velocidade operacional do ônibus e gera efeito cascata nos horários de passagem, ocasionando a superlotação", pondera.

Ela alerta que, para o corredor funcionar na T-63, ele deve seguir fielmente os mesmos moldes do Eixo Universitário. "Precisa ter os mesmos elementos da Rua 10. Inclusive com fiscalização eletrônica, para o carro não invadir o espaço do transporte público." Além disso, destacou que é necessária a garantia da acessibilidade das calçadas. "Isso requalifica o corredor, pois a pessoa vai a pé até o ponto de ônibus." Cristiane afirmou que, se o corredor for bem executado, pode diminuir em até 30% o tempo de percurso dos ônibus. Porém, a Prefeitura já divulgou que, no inicio, o trânsito será monitorado apenas por agentes de fiscalização, mas que existe possibilidade da instalação de fiscalização eletrônica pela via.

A especialista defende que o transporte público de Goiânia está perdendo passageiros. "Alguma coisa tem de ser feita para melhorar o serviço. Os corredores são as principais propostas para não acontecer migração." Explicou ainda que a conscientização e adesão da população ao transporte público vão acontecer quando medidas restritivas de uso de carros e motos forem adotados, por exemplo, com pedágio urbano.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Governo de Goiás entrega licença para implantar o BRT

16/01/2013 - Hoje em Dia

Na primeira reunião após voltar de viagem de férias nos Estados Unidos e México, ontem, o governador Marconi Perillo (PSDB) recebeu o prefeito Paulo Garcia e os secretários de Meio Ambiente, Leonardo Vilela (PSDB), e da região Metropolitana, Sílvio Souza, para entregar ao prefeito a licença ambiental que permite à Prefeitura dar início à licitação do projeto do Bus Rapid Transit (BRT), o chamado Veículo Rápido Sobre Rodas, que será instalado no Eixo Norte-Sul da capital.


Segundo Paulo Garcia, a partir de agora a Prefeitura poderá concluir o edital de licitação e levá-lo a leilão, para que a empresa vencedora inicie as obras. Ele acredita que as próximas etapas serão concluídas rapidamente. "Estamos trabalhando para isso", disse. Em agosto de 2011, Marconi declarou que as conversas com o governo federal nesse sentido haviam começado e que o governo tinha mostrado interesse em garantir recursos para as obras por meio do PAC da Mobilidade Urbana. À época, Marconi afirmou que o governo do Estado pleiteava R$ 430 milhões do PAC, mas a metade seria revertida à Prefeitura de Goiânia para as obras do BRT.

O BRT consiste na implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo por ônibus e a substituição da frota atual por veículos de maior capacidade. O governo garante que o sistema otimizará a operação nos corredores. O governador disse que havia solicitado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) que tratasse a questão do sistema de transporte BRT em Goiânia com prioridade, devido à complexidade e à importância do assunto. "Criamos uma equipe para realizar os estudos e conceder a licença devida. Não vamos atrasar obras de interesse social, vamos priorizar os estudos para estes projetos que atendam à população", explicou Leonardo Vilela.

"Quase uma cortesia do governador, que entende a importância da agilidade com que essa obra precisa ser tratada", afirmou Paulo Garcia. Durante a reunião foi discutido ainda projeto de um viaduto para a confluência da Rua 88 com a Marginal Botafogo, no Setor Sul. O governador informou ao prefeito Paulo Garcia que, com recursos do BNDES, o Estado dispõe-se a colaborar com a Prefeitura, que entrará com uma contrapartida de metade do valor total da obra, para a construção do viaduto. Paulo Garcia assegurou que o projeto final da obra deverá ser concluído em 30 dias.

Comissão sobre Saneago já foi formada

O prefeito afirmou ontem que já tem todos os nomes definidos para a comissão criada pela Prefeitura para estudar a possibilidade de municipalização dos serviços de água e esgoto, mas disse que deve levar alguns dias para divulgá-los e anunciar oficialmente a criação do grupo. Auxiliares da Prefeitura haviam informado que membros da Saneago, Ministério Público do Estado (MPE) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) participariam dos estudos. "Os nomes já estão definidos, só não tive tempo de me reunir com a equipe para iniciar os trabalhos", disse o prefeito. Ele afirmou que não tratou do assunto com Marconi durante a reunião.

O prefeito garantiu que não há nenhuma espécie de divergência entre os interesses do Estado e da Prefeitura em relação aos assuntos referentes à capital e que sua relação com o governador continuará institucional e muito produtiva. Não há porque não ser dessa forma. Nós sabemos da delegação que recebemos daqueles que nos levaram a esses postos e temos como o brigação ter uma relação madura, tranquila. Não há motivo para ser diferente", declarou.

Informações: Hoje em Dia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Goiânia: Corredor Universitário reduz stress de motoristas

08/01/2013 - RMTC

O Corredor Universitário otimizou o serviço de transporte coletivo e melhorou o fluxo de veículos no trecho. A melhoria já é realidade para motoristas e passageiros que passam pelo local diariamente. É fato que o trânsito no local melhorou.Mas e para o motorista de ônibus? O que mudou para ele e como ele se sente durante o trabalho? É o que vamos descobrir. Entrevistamos profissionais responsáveis por algumas linhas que circulam pelo trecho e eles constatam: stress reduziu para zero. Há 15 anos no transporte coletivo, Helton Hortalino viveu o antes-obra e afirma que voltar estressado para casa era rotina diária. "Antes eu precisava ficar trocando de faixa todo tempo para conseguir andar e tinha que tomar cuidado porque do nada poderia aparecer um carro e acabar colidindo", conta.

No horário de pico a situação era ainda pior. Segundo Helton, o pior trecho da Rua 10 era no viaduto da Marginal Botafogo. "Passar sobre a Marginal era um sufoco. No horário de pico não andava. Os carros se amontoavam no viaduto, ocupando todas as faixas da pista e os ônibus simplesmente não passavam, era um caos total". Ele ainda enfatiza que "passar pelo Corredor Universitário é uma maravilha. É rápido, é tranquilo, os passageiros também percebem isso e eu sempre volto para casa tranquilo, o que antes não seria possível".

Motorista relata melhoria no trabalho "Ótimo mesmo, melhorou bastante" é a opinião de Aparecido Evangelista, 42 anos, há 15 no transporte coletivo. De segunda a sexta, ele fica responsável pela linha 027 (T. Bandeiras / T. da Bíblia – Via T – 70) e aos sábados a 028 (T. Bandeiras / T. da Bíblia – Via T – 9) e com propriedade, fala sobre a mudança. "Eu acredito muito no transporte coletivo. Com o Corredor Universitário, meu trabalho ficou 100%, eu fico mais feliz de trabalhar no transporte coletivo" conclui Aparecido.

Fica claro que se trata de uma corrente, ou seja, com a melhora das vias (como visto no Corredor Universitário), os ônibus circulam com preferência, a velocidade média aumenta, os passageiros chegam mais rápido ao seu destino e, assim, o ônibus se torna a melhor opção de transporte, reduzindo a quantidade de carros nas ruas, contribuindo para a mobilidade urbana e uma cidade mais sustentável. Além disso, os motoristas trabalham com melhor qualidade.

Fonte: RMTC Goiânia

Governo de Goiás entrega licença para implantar o BRT

16/01/2013 - Hoje em Dia

Na primeira reunião após voltar de viagem de férias nos Estados Unidos e México, ontem, o governador Marconi Perillo (PSDB) recebeu o prefeito Paulo Garcia e os secretários de Meio Ambiente, Leonardo Vilela (PSDB), e da região Metropolitana, Sílvio Souza, para entregar ao prefeito a licença ambiental que permite à Prefeitura dar início à licitação do projeto do Bus Rapid Transit (BRT), o chamado Veículo Rápido Sobre Rodas, que será instalado no Eixo Norte-Sul da capital.


Segundo Paulo Garcia, a partir de agora a Prefeitura poderá concluir o edital de licitação e levá-lo a leilão, para que a empresa vencedora inicie as obras. Ele acredita que as próximas etapas serão concluídas rapidamente. "Estamos trabalhando para isso", disse. Em agosto de 2011, Marconi declarou que as conversas com o governo federal nesse sentido haviam começado e que o governo tinha mostrado interesse em garantir recursos para as obras por meio do PAC da Mobilidade Urbana. À época, Marconi afirmou que o governo do Estado pleiteava R$ 430 milhões do PAC, mas a metade seria revertida à Prefeitura de Goiânia para as obras do BRT.

O BRT consiste na implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo por ônibus e a substituição da frota atual por veículos de maior capacidade. O governo garante que o sistema otimizará a operação nos corredores. O governador disse que havia solicitado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) que tratasse a questão do sistema de transporte BRT em Goiânia com prioridade, devido à complexidade e à importância do assunto. "Criamos uma equipe para realizar os estudos e conceder a licença devida. Não vamos atrasar obras de interesse social, vamos priorizar os estudos para estes projetos que atendam à população", explicou Leonardo Vilela.

"Quase uma cortesia do governador, que entende a importância da agilidade com que essa obra precisa ser tratada", afirmou Paulo Garcia. Durante a reunião foi discutido ainda projeto de um viaduto para a confluência da Rua 88 com a Marginal Botafogo, no Setor Sul. O governador informou ao prefeito Paulo Garcia que, com recursos do BNDES, o Estado dispõe-se a colaborar com a Prefeitura, que entrará com uma contrapartida de metade do valor total da obra, para a construção do viaduto. Paulo Garcia assegurou que o projeto final da obra deverá ser concluído em 30 dias.

Comissão sobre Saneago já foi formada

O prefeito afirmou ontem que já tem todos os nomes definidos para a comissão criada pela Prefeitura para estudar a possibilidade de municipalização dos serviços de água e esgoto, mas disse que deve levar alguns dias para divulgá-los e anunciar oficialmente a criação do grupo. Auxiliares da Prefeitura haviam informado que membros da Saneago, Ministério Público do Estado (MPE) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) participariam dos estudos. "Os nomes já estão definidos, só não tive tempo de me reunir com a equipe para iniciar os trabalhos", disse o prefeito. Ele afirmou que não tratou do assunto com Marconi durante a reunião.

O prefeito garantiu que não há nenhuma espécie de divergência entre os interesses do Estado e da Prefeitura em relação aos assuntos referentes à capital e que sua relação com o governador continuará institucional e muito produtiva. Não há porque não ser dessa forma. Nós sabemos da delegação que recebemos daqueles que nos levaram a esses postos e temos como o brigação ter uma relação madura, tranquila. Não há motivo para ser diferente", declarou.

Informações: Hoje em Dia