domingo, 28 de outubro de 2012

Prefeitura fará só 2 dos 6 corredores exclusivos

27/10/2012 - O Popular

Apenas dois dos seis corredores exclusivos do transporte coletivo determinados pelo Plano Diretor de Goiânia de 2007 estão previstos para os próximos cinco anos. A Prefeitura alega que a falta de dinheiro e de demanda de usuários a levou a optar por construir pistas preferenciais nos Corredores T-7, T-9 e Mutirão. Não há previsão para o Corredor Leste-Oeste.

Os corredores Goiás - que abrigará o Bus Rapid Transit (BRT) - e Anhanguera - por onde passará o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) - são os únicos que terão pista exclusiva para transporte coletivo no eixo central. O prefeito Paulo Garcia (PT) afirma que as vias preferenciais nos Corredores T-7, T-9 e Mutirão são "a opção factível neste momento". O tempo de duração das obras e a necessidade de desapropriações preocupam empresários.

O Plano Diretor de 2007 - cuja atualização deve ser enviada à Câmara Municipal no próximo mês - estipula largura mínima de 36 metros para a caixa da via comportar um corredor exclusivo. As Avenidas T-7 e T-9, entre outras, não têm esse espaço. Para cumprir o determinado em lei precisão ser feitas desapropriações. "Implantar um corredor com necessidade de desapropriação demanda muito mais dinheiro que o preferencial", afirma Garcia.

Além de não ter dinheiro suficiente para cumprir o que determina o Plano Diretor, estudos técnicos da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) apontam que não há demanda nos Corredores Leste Oeste, T-7, T-9 e Mutirão. As vias têm de 3 mil a 6 mil passageiros por hora em cada sentido, nos horários de pico. A CMTC estima em 10 mil a 15 mil passageiros por hora em cada sentido a demanda mínima para implantação dos corredores exclusivos. As vias têm atualmente 8 mil e 12 mil, respectivamente.

Modelo

As pistas preferenciais têm como molde o Corredor Universitário, inaugurado em junho deste ano. "Neste momento podemos resolver com o conceito do corredor preferencial, que não tem desapropriação, simplesmente eliminando estacionamento. Cinco anos é a previsão de que eles ainda aguentem bem", afirma a assessora de planejamento da CMTC, Ediney Bernardes.

"Implantar esses corredores de imediato é praticamente impossível. Teríamos de desapropriar 20 quilômetros - 10 de cada lado - e isso se torna praticamente impossível", afirma Bernardes, sobre o caso do Corredor T-7. A região é quase que completamente adensada. Apesar disso, os técnicos da Prefeitura afirmam que, a partir do Plano Diretor de 2007, alterou-se também a lei de uso do solo. Passou-se a exigir que novos empreendimentos respeitem a distância de 15 ou de 18 metros do meio da via, de acordo com o corredor determinado para o local.

O prefeito afirma que as obras do Corredor T-7 vão começar no máximo em janeiro de 2013: "Minha determinação é que tenha início no mais tardar na primeira quinzena de janeiro; temos recursos para executar a obra." O Corredor T-9 também deverá ser iniciado no primeiro semestre de 2013. Embora já esteja definida a adaptação do projeto de corredor exclusivo para preferencial na Avenida Mutirão, Bernardes afirma que ainda não há previsão para a obra.

Dificuldade

Reportagem do POPULAR publicada no dia 10 de setembro, durante a disputa eleitoral, já mostrava a dificuldade que o novo prefeito teria para implantar os corredores exclusivos de transporte, promessa de campanha de todos os candidatos. Na ocasião, o jornal consultou especialistas que apontaram entraves para a execução do que prevê o Plano Diretor.

"Excetuando-se o corredor (Goiás) Norte-Sul, onde será implantado o BRT, a implantação dos demais corredores exclusivos é muito difícil, tendo em vista que a caixa das vias é inferior a 30 metros e necessitaria ser ampliada para 36 metros. Essa ampliação demandaria um número muito grande de desapropriações a um custo elevado", avaliou na ocasião o engenheiro Alexandre Moura, do Grupo de Trabalho sobre Mobilidade e Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia em Goiás (Crea-GO). Para ele, a saída seria apostar nas vias preferenciais, como o Corredor Universitário.

Garcia afirma que "nada impede que no futuro um corredor preferencial não tenha condições ideais de se tornar exclusivo". O prefeito cita a diversidade de opiniões sobre o assunto. "Existem técnicos que consideram que o corredores preferenciais não são o ideal, que o ideal são os exclusivos. Mas são fases de implantação e temos de nos adaptar às caixas que nos temos."


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Anápolis: NTU elogia sistema e tecnologia do transporte coletivo

30/09/2012 - Revista CNT

Depois de décadas sem o planejamento ideal, as cidades brasileiras cresceram muito e, hoje, grande parte delas enfrenta graves problemas na mobilidade urbana. Excesso de carros particulares, ruas e avenidas com capacidade insuficiente para dar fluência ao tráfego, necessidade de mais investimento no transporte público e de infraestrutura urbana. Tudo isso contribui para situações que irritam a população diariamente. Mas alguns municípios têm buscado alternativas para resolver os problemas, e há uma grande expectativa com os investimentos que serão feitos para a realização dos eventos esportivos internacionais no Brasil.

A implantação do BRT (Bus Rapid Transit) é um dos caminhos que grande parte das cidades-sede da Copa deve seguir. E municípios que estão fora do Mundial também têm buscado alternativas para o trânsito. Anápolis, em Goiás, tem um transporte urbano com qualidade reconhecida. Segundo o presidente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Otávio Vieira da Cunha Filho, o município de pouco mais de 330 mil habitantes é aprovado pela maioria da população. "Os ônibus saem na hora, e há 100% de cumprimento das viagens" diz.

A empresa TCA (Transportes Coletivos Anápolis) busca otimizar a utilização do sistema, aliando a isso a renovação e ampliação da frota. Entre as medidas aplicadas para melhorar a eficiência estão a capacitação do pessoal, sistema de bilhetagem eletrônica, integração de todas as linhas do sistema, permitindo dois embarques com uma única passagem. Segundo a TCA, ao entrar no terminal de passageiros, o ônibus urbano é rastreado por um radar, que informa ao computador central seu número e suas características. Com tais informações, o computador, sem auxílio humano, registra a hora de entrada do veículo. Após consultar seu banco de dados, decide qual viagem o ônibus deverá efetuar. Uma vez escolhida a viagem, o computador informa ao motorista e mostra em um painel o horário e o destino a serem cumpridos. Com o sistema, torna possível cumprir diariamente todas as viagens programadas, 100% dos horários definidos, garante a TCA.


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